A asfixia normativa

O PSDB tende a seguir o catecismo de outras legendas – DEM, PDT, PMDB e PT são exemplos consagrados pela…

O PSDB tende a seguir o catecismo de outras legendas – DEM, PDT, PMDB e PT são exemplos consagrados pela prática. A social-democracia brasileira entra na fila para escorregar no tobogã do autoritarismo.

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Assim ocorrerá se confirmada a quebra de autonomia das seções regionais, quando se tratar da composição de aliança sem a anuência prévia da cúpula nacional.

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Prevista para ser oficializada próximo mês, logo na primeira quinzena, a resolução está próxima do texto final. A pressa é para evitar barulho com a divulgação de possíveis acordos de “donos” estaduais do PSDB com legendas adversárias no embate pelo Palácio do Planalto.
No Nordeste, foram detectados dois entendimentos avançados: em Pernambuco e no Piauí. Nesses estados, parlamentares tucanos são criticados por cuidarem apenas da renovação de seus mandatos.

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Ora, onde há político que não sublime, acima de tudo, o sucesso de sua candidatura? A estrategista-filósofa Dilma Rousseff doutrina: “Em eleição, faz-se o diabo.”

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Fora de controle
Uma fuga natural e, portanto, sem surpresa.
Ano passado, quase US$ 13 bilhões foram transferidos do Brasil para o exterior.

Foi o maior deslocamento da moeda estadunidense desde 2002, fim do governo Fernando Henrique Cardoso e eleição de Lula da Silva à Presidência da República.

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Colaborou para essa situação, em 2013, a fraqueza do PIB (Produto Interno Bruto) da República Surrealista dos Trópicos.
Influíram, também, os ajustes do Banco Central do Império do Norte.

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Mão lava outra
Irrigação da semente que germina a esperança.
Com chance reduzida de incluir o PSB na coligação do primeiro turno, o governador (recandidato) Geraldo Alckmin (PSDB-SP) articula o apoio dos socialistas para a fase conclusiva.

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Foi direto à fonte decisória: Eduardo Campos.
A ele prometeu retribuir a solidariedade, caso o pernambucano enfrente a petista Rousseff na batalha final das urnas, dia 26 de outubro.

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Vez da herdeira
Pronta para lutar pelo legado de Marcelo Déda.
Eliane Aquino (foto) aceita a incumbência confiada pelo PT de Sergipe. A viúva do governador morto em dezembro do ano passado vai substituí-lo no palanque da campanha deste 2014.

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Secretária de Inclusão Social na governança de Jackson Barreto (PMDB), sucessor de Déda, Eliana examina duas propostas de candidatura.
Foi-lhe oferecida tranquila disputa à Câmara dos Deputados ou duro embate ao Senado.

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Mantido o cenário de hoje, ela concorreria ao mandato majoritário, projeto do marido quando ainda lutava, em hospital paulistano, contra o câncer terminal.

 

– Em defesa do PSB, o PSDB acusa o PT.  A cúpula do tucanato identifica nas críticas de petistas a Eduardo Campos, presidenciável socialista, “a face autoritária e covarde” do partido que governa o país há 11 anos.
– Hoje, o PTN (Partido Trabalhista Nacional) entra em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e televisão (20h30 às 20h35).
– Novidade não é, mas o birô da coluna cumpre o dever profissional de sugerir boa leitura. Na edição de ‘Piauí’ – revista nas bancas –, boa reportagem assinada por Rafael Cariello: “O antropólogo contra o Estado”. O personagem-título é Eduardo Viveiros de Castro, professor da Universidade de São Paulo.
– Muita atenção às amizades de seu filho. O companheiro das festinhas pode ser um agente do tráfico de drogas.
– Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, o fluminense Eduardo Cunha lembra que, na posse da presidente Dilma Rousseff, a ação ordinária da Petrobras valia R$ 29,23. Cotação do mesmo papel, hoje: R$ 15,23. Desvalorização de 48%, portanto.
– Para refletir: “As palavras necessitam de gestos que recuperem e sustentem seu sentido” (Marina Silva, política brasileira).

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