Assembleia Legislativa homenageia funcionários com Síndrome de Down

Funcionários da Casa, Manuela, Kalina e Felipe receberam placas de homenagem no Dia Internacional da Síndrome de Down. Foto: José Aldenir
A Assembleia Legislativa realizou, na manhã de hoje, uma Sessão Solene em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Instituído em 21 de março de 2006, a data é comemorada como forma de promover o respeito e a inclusão das pessoas com a Síndrome na sociedade. A solenidade, presidida pelo presidente da AL, Ricardo Motta, homenageou os três funcionários com Síndrome de Down da Casa: Manuela de Lima, Kalina Falcão e Felipe Ramos, que atuam na recepção dos convidados nos eventos promovidos no local.
De acordo com Ricardo Motta, a Assembleia Legislativa foi pioneira no Brasil na inserção de pessoas com Síndrome de Down no seu quadro funcional e tem sido uma bandeira de inclusão social servindo de exemplo para outras casas legislativas em todo o Brasil. “Por isso, neste dia dedicado a eles, a Assembleia se sente bastante gratificada em oferecer a eles e aos seus familiares o apoio, a consideração e o respeito que eles merecem. Temos a perspectiva de aumentar ainda mais esse quadro, buscando intensificar a inclusão social de pessoas com necessidade especiais”, afirmou Ricardo Motta.
Além dos funcionários da AL, também foi homenageada a professora Débora Seabra, primeira pessoa com síndrome de Down a se formar no magistério e a atuar oficial e regularmente como professora assistente em uma das escolas partuculares mais tradicionais da cidade. Eles receberam das mãos de autoridades políticas e representantes de associações, Placas de Homenagem, por todo o desempenho desenvolvido em suas atribuições.
Para a jovem Manuela de Lima, de 28 anos, o trabalho na AL é uma das atividades mais importantes da sua vida. “Eu adoro trabalhar aqui e só tenho a agradecer a oportunidade, pois a cada dia aprendo mais. Estou há quase dois anos trabalhando e no início senti dificuldade. Mas todos aqui me ensinaram o melhor jeito de fazer. Estou muito feliz e emocionada por fazer parte dessa equipe e ajudar a vencer o preconceito”, disse Manuela.
Já para Kalina Falcão, de 24 anos, muitos ensinamentos foram adquiridos através das atividades e da convivência com as pessoas no âmbito profissional. “Amei conhecer todo mundo aqui e amo o meu trabalho, pois todos me tratam bem. Com eles aprendi sobre a alegria, a amizade e a harmonia. Hoje é um dia muito feliz para mim e estou muito emocionada com essa homenagem”, disse Kalina.
No Brasil, as pessoas com Síndrome de Down já somam aproximadamente 300 mil. No Rio Grande do Norte existem diversas instituições que atuam tanto no desenvolvimento e promoção de ações de inclusão, quanto no tratamento desses pacientes, como a Associação de Síndrome de Down do RN (ASD/RN), a Associação de Orientação aos Deficientes (Adote) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).
Para a presidente da ASD/RN, Glauciane Santana, as conquistas realizadas pelos portadores de Síndrome de Down são muito importantes e significativas, mas ainda há muito a ser feito para que a diferença não exista. “As associações que trabalham em prol dos portadores de Síndrome de Down, juntamente com eles e com seus familiares, têm obtido grandes avanços, mas temos a consciência de que não devemos fazer o que é dever do Estado e, sim, buscar garantir os direitos perante a Lei”, afirma.
Glauciane Santana lembra que, apesar das conquistas ainda existe um retrocesso em alguns momentos e espaços. “Muitos ‘nãos’ ainda são ditos por preconceito ou por subestimação da capacidade dos portadores. Infelizmente existem pessoas que olham para a deficiência e não para a pessoa deficiente. Nós precisamos quebrar paradigmas, por isso estamos juntos nessa luta, pois com a inclusão deles quem ganha somos nós”, conclui a presidente da ASD/RN.
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