Associação Riograndense Pró-Idosos comemora 25 anos

A Associação Riograndense Pró-Idosos (Arpi) reúne, desde sábado (8), parte de seus mais de 400 associados para atividades comemorativas dos…

Mais de 400 associados participam de atividades lúdicas e educativas como apresentações culturais e campeonato de sueca. Foto: Caninde Santos
Mais de 400 associados participam de atividades lúdicas e educativas como apresentações culturais e campeonato de sueca. Foto: Caninde Santos

A Associação Riograndense Pró-Idosos (Arpi) reúne, desde sábado (8), parte de seus mais de 400 associados para atividades comemorativas dos 25 anos da instituição filantrópica. Sediada em uma casa azul, em Lagoa Nova, a Arpi organizou apresentações culturais, bingos, bazar, concursos de depoimentos e piadas, palestras, banho de piscina, campeonato de sueca, almoço coletivo e uma missa de Ação de Graças no encerramento. Na manhã desta terça-feira (11), um grupo animado de representantes da Terceira Idade aproveitava as ações que se estenderão até amanhã.

A presidente da Arpi, Ana Dantas Neta, 81 anos, era das mais atuantes. “É uma honra maior do mundo ser presidente disso aqui. Mesmo com toda a dificuldade, conseguimos organizar um aniversário bonito, com várias atividades. Tudo está ótimo e maravilhoso para a gente”. Durante os últimos dois anos, atrasos no aluguel da casa (R$ 3,5 mil) deixaram idosos apreensivos. “Recebemos duas ordens de despejo porque a Prefeitura não pagou o aluguel”. Histórias de pessoas que chegam deprimidas e logo entram no clima festivo da Arpi são freqüentes. “Aqui não tem baixo astral. Não tem como não esquecer os problemas”.

Pedagoga e professora de atualização cultural, Rita de Cássia atua no contato direto com idosos há mais de 20 anos. Em parceria com instituições públicas e o trabalho voluntário de vários profissionais, ela fala com emoção do que vê todos os dias. “A troca de experiência é total. Na verdade, aprendo mais do que ensino. São pessoas experientes, que viveram situações felizes e difíceis, com maridos, filhos e outros familiares. Aqui eles são libertos, criam amizades e evoluem como seres humanos” – Os Dez Mandamentos da Arpi são: diálogo, harmonia, compreensão, mansidão, alegria, ternura, felicidade, sinceridade, dedicação e muito amor.

Considerada pelas amigas como a cantora da Arpi, dona Salete Barbosa da Silva bate ponto desde 1992. Uma amiga comentou sobre a Associação e a fã de Alcione, Roberto Carlos e Roberta Miranda ficou curiosa. Com seis filhos, 14 netos e um bisneto, ela é das mais requisitadas. “O povo daqui gosta que eu cante. A música é a melhor coisa para espantar os males, não é? Mas aqui é todo mundo feliz, alegre. Basta olhar para eles”. Ao lado, Severina Conceição Cosme confirma a popularidade de Salete e aproveita a presença da reportagem para reclamar com a falta de respeito enfrentada na hora de pegar ônibus. “Um dia desses, o motorista parou o carro e disse que só ia continuar quando eu fosse mostrar minha identidade para provar que sou velha. Pode isso?”.

Preocupada com o bem estar dos idosos, a pedagoga Jacqueline Borges explica o processo de recebimento de quem chega debilitado psicologicamente. “Aqui nós trabalhamos o cognitivo, o intelectual e o social. Nessa idade, o índice de depressão é grande, ainda mais nos que vivem isolados, como muitos que chegam e chegaram na Arpi. Pelo nosso trabalho, a maioria das famílias participam das atividades, o que ajuda na formação da autodefesa que eles precisam ter. Todos os dias eu tiro uma lição desse convívio com os idosos. Eles precisam de cuidados que muitas vezes não recebem em casa. E quando digo cuidado, não é só financeiro ou físico, mas, principalmente, emotivo”.

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