Até quando o produtor rural do RN terá o clima semiárido como inimigo?

- A seca que castigou quase a totalidade do território norte-rio-grandense nos anos de 2012 e 2013 foi a mais…

- A seca que castigou quase a totalidade do território norte-rio-grandense nos anos de 2012 e 2013 foi a mais severa das últimas décadas. Ela não só inviabilizou toda a produção agrícola de subsistência no período como comprometeu nossa incipiente atividade pecuária, chegando ao ponto de provocar a morte de parcela significativa do rebanho bovino. Há quem estime em 200 mil as cabeças perdidas.
- Os prejuízos só não foram maiores porque a economia rural do Estado já é tradicionalmente paupérrima, não desperta interesse de grandes investidores, se apresenta pouquíssimo produtiva mesmo nos anos de boas chuvas (que são exceções), e, na prática, funciona em grande parte sustentada pelo assistencialismo estatal, sob a forma de programas de apoio à agricultura familiar e de uma política de reforma agrária cuja meta parece ser a preservação do campo nordestino na pobreza.
- É inegável que a crise social decorrente desses dois anos de seca não teve mais o caráter trágico das décadas passadas, na primeira metade do século XX, quando nossa gente – para escapar da fome, da sede e da falta de alternativa de sobrevivência econômica – não tinha saída que não fosse o êxodo.
- Os sertanejos também não precisaram mais se alistar nas frentes de emergência criadas pelos governos, como nos anos 70 e 80, apenas para ganhar o suficiente para a alimentação, enquanto se sujeitavam ao abastecimento de água por carros-pipa. E como não havia vagas para todos os necessitados nas frentes de serviço, o desespero dos desassistidos resultava em revoltas, sob a forma de invasão de cidades e saques de armazéns e mercearias.
- O século XXI chegou com programas assistencialistas amplificados. As áreas urbanas do sertão semiárido passaram a contar com adutoras transportando água das grandes barragens, pouco importando o custo disso. O governo federal passou a “remunerar” cerca de 300 mil famílias carentes do Rio Grande do Norte (metade da população) por meio do programa “Bolsa Família”, ao mesmo tempo em que o Estado distribui leite de graça e merenda escolar, instala cisternas e dessalinizadores e ainda mantém os carros-pipa atendendo localidades remotas.
- Pelo perigo de morrer de fome e sede ninguém precisa mais abandonar a terra esturricada, mesmo que a miséria e a falta de perspectivas continuem rondando e comandando o dia a dia de quase toda a gente.
- O que causa espanto a quem entende um pouco mais sobre as condições naturais do semiárido, favoráveis no mundo inteiro à agricultura irrigada de altíssima produtividade, é que no interior do Rio Grande do Norte praticamente ninguém se dedique a aproveitar economicamente as águas das grandes barragens ou os aquíferos subterrâneos (que não são pequenos) para resolver definitivamente o drama da falta de produção e do desemprego no campo.
- Se apenas um hectare de terra ensolarada, irrigada e cultivada com sorgo, é capaz de produzir, a cada três meses, 50 toneladas de volumoso de excelente qualidade para alimentar bois, caprinos e ovinos, como entender que nas margens dos grandes açudes – e até de rios perenizados – existam animais morrendo de fome no período da seca?
- Se apenas um hectare de milho (que nem é a cultura ideal para o semiárido) pode resultar em mais de 8 toneladas de grãos em menos de 120 dias, bastando que seja plantado dentro de técnicas que são de domínio público, por que o agropecuarista do Rio Grande do Norte (via Conab) precisa importar milho do Mato Grosso do Sul ou do Paraná, pagando o governo federal pelo frete mais do que o valor real da commodity?
- Quantas décadas mais serão necessárias para que aprendamos que, apenas copiando modelos que estão dando certo na Califórnia (EUA), no Sul da Espanha, no Norte da África, nos desertos de Israel ou nos perímetros irrigados às margens do Rio São Francisco (aqui mesmo no Brasil), é possível à população rural potiguar atravessar os anos de seca como uma bênção, em meio à fartura?
- Se possuíssemos estadistas capazes de acelerar o nosso processo de desenvolvimento social e econômico, ainda teríamos – ao fim de tudo – a grata surpresa de verificar que, para chegar lá, o poder público comprometeria muito menos o erário do que faz praticando o desgoverno, que só agrava nossa tragédia social.

 

Doença ataca camarão criado em cativeiro e reduz produção em 50%

- O carcinicultor Marcos Teixeira, ex-presidente da Anorc (Associação Norte-rio-grandense de Criadores), revela que este final de 2013 está sendo difícil para a maioria dos carcinicultores do RN, em razão do surgimento de doenças nos viveiros que chegam a comprometer em até mais de 50 por cento a produtividade de camarão por hectare.
- Entre as saídas para contornar o problema estão sendo adotadas medidas como a redução do povoamento dos criatórios, além de maiores cuidados na captação de águas para o interior dos tanques, de modo a elevar seu nível de limpeza e oxigenação.
- Embora essas providências signifiquem elevação de custos para os empresários do setor, felizmente tem havido valorização do preço camarão no mercado interno nas últimas semanas, enquanto cresce a procura pelo produto no exterior.

Grupo 3 Corações lança a máquina de café “Tres” no mercado brasileiro

- O empresário potiguar Pedro Lima, presidente do Grupo 3 Corações (antigo Santa Clara), que se posiciona hoje no país como um dos líderes da indústria de torrefação e moagem de café, está se utilizando de tecnologia italiana para lançar no Brasil a linha “Tres” de máquinas cafeteiras, abrindo concorrência direta com o grupo multinacional Nestlé.
- A primeira encomenda foi de 100 mil máquinas (que estão sendo importadas da Suíça e já podem ser encontradas nos principais supermercados das grandes cidades brasileiras, inclusive em Natal).
- Para avaliar como o mercado está recebendo a máquina “Tres”, Pedro Lima selecionou um grupo de formadores de opinião nas principais capitais do país, ao qual distribuiu o equipamento como brinde natalino, seguido da seguinte mensagem:
- “Somos, antes de tudo, apaixonados pelo que fazemos. E temos muito orgulho de como chegamos até aqui, sempre priorizando os relacionamentos e trabalhando diariamente na busca por um objetivo comum.
- “O lançamento da TRES é resultado do nosso trabalho duro, dedicação e esforço. E como gesto de agradecimento queremos presenteá-lo com uma das nossas máquinas. Queremos que você aprecie e deguste a experiência TRES na sua casa com seus amigos e familiares, fortalecendo os laços de relacionamento. Porque, para nós, o prazer está nas coisas simples. Um forte abraço.”

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