Audiência da Zona de Processamento e Exportação é adiada para junho

Prefeitura local ainda não conseguiu definir modelo

tg45yy45uy54y45y

Marcelo Hollanda

hollandajornalista@gmail.com

Foi adiada para o próximo dia seis de agosto, em Assu, a audiência pública que deveria acontecer na manhã de hoje na Assembléia Legislativa para debater a instalação da ZPE do Sertão – nome dado a Zona de Processamento Ambiental (ZPA) a ser instalada na região, numa área de 1.025 hectares localizada entre o município e Paraú.

A decisão de adiar a audiência, marcada inicialmente para as 9 horas de hoje, foi anunciada perto das 11 da manhã. Mas, desde as 9h30m o secretário de Desenvolvimento Econômico de Assu, Francisco Paulo de Moraes, já estava presente no auditório com um calhamaço de papel debaixo do braço.

“Sou um bom soldado, já estou aqui”, disse para algum interlocutor ao atender ao telefone. Mas, o projeto do novo modelo de ZPE ele não trouxe e, segundo declarou, não estava nem previsto para trazer. Essa, porém, é a alegação divulgada pela Assembléia para justificar o adiamento.

Dentro da pasta de papel do secretário assuense estava apenas uma cópia do contrato inicial firmado com um grupo de empresários cearenses, em 2010, que por não apresentarem as garantias pedidas e o depósito de R$ 17 milhões motivaram a rescisão pouco tempo depois.

Desde que inaugurou ambiciosamente o processo de instalação de sua própria Zona de Processamento Industrial, em 2007, Assu espera ir à reboque da ZPE inicialmente cogitada para São Gonçalo, na esteira das obras do aeroporto de passageiros e cargas, mas que acabou vingando parcialmente em Macaíba.

Nesta segunda-feira pela manhã, numa tentativa de trazer de volta à vida a iniciativa da ZPE do Sertão, o deputado assuense, George Soares (PR), autor da iniciativa, precisaria pelo menos de um modelo básico do projeto. Ao que parece, faltou conversar com a Prefeitura. Hoje, ele forneceu seu argumento para voltar a debater a ZPE de Assu: “Foi uma maneira que encontramos para fazer a prefeitura local imprimir ânimo a um projeto de grande importância econômica a região e ao estado”. Ele deu essa declaração no intervalo de uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que apreciava o projeto da promoção funcional de praças da PM e do Corpo de Bombeiros.

Soares adiantou que, além de dar visibilidade à ZPE dos Sertões, a idéia é reduzir a exploração de 400 hectares para 125 hectares previstos anteriormente como forma de baixar custos e atrair investidores interessados em assumir a administração da área, que por decreto federal pode ser desapropriada para fins de exploração econômica.

Segundo o secretário Francisco Paulo Morais, tudo relacionado à ZPE do Sertão ainda é muito insipiente. “Ainda não temos o modelo a seguir e isso precisa ser resolvido antes de retomarmos o trabalho”, afirmou.

Segundo o deputado George Soares, há uma emenda parlamentar do senador José Agripino Maia (DEM) de R$ 18 milhões para o projeto. Mas reconhece que, antes de qualquer coisa, será preciso captar a empresa interessada em oferecer proposta de compra pela área a ser instalada a ZPE que se encontra há anos abandonada sem qualquer atividade econômica sendo desenvolvida ali.

Antes de assumir o Governo do Estado em 2009, a então senadora Rosalba Cierlini já defendia a ZPE do Sertão. A atual governadora já alegava que a iniciativa beneficiaria não apenas a região do Seridó, mas também o Oeste do estado e a cidade de Mossoró, favorecendo a comercialização de sal, barrilha (carbonato de sódio), mármore e diversos outros produtos com a capacidade de agregar valor, desde que o estado atraísse investidores para a geração de emprego e renda na região.

Compartilhar: