Ausência de radares na Via Costeira leva motoristas a ignorarem placas de velocidade

Segundo Detran-RN, órgão está realizando a licitação para contratação dos equipamentos

Anderson: “Passo por aqui todos os dias e sei da importância e da falta que esses equipamentos fazem”. Foto: Wellington Rocha
Anderson: “Passo por aqui todos os dias e sei da importância e da falta que esses equipamentos fazem”. Foto: Wellington Rocha

Apesar da existência de placas que indicam a velocidade máxima permitida na Via Costeira, os motoristas que trafegam pela área insistem em descumprir o limite. A alta velocidade em que os carros de passeio e ônibus de transporte público se arriscam é condicionada pela ausência de radares. Desde janeiro deste ano que os equipamentos foram removidos para serem substituídos, mas até agora a substituição não foi realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Segundo o chefe de gabinete do órgão, Manuel Ferreira, a instalação dos novos radares só será realizada após finalização do processo de licitação. “O processo ainda está em andamento. Enquanto não é finalizado, estamos reforçando a instalação de novas placas de sinalização e substituindo as antigas. Como se trata de um processo de licitação, não temos como especificar o prazo para começarmos a instalar os novos radares que serão adquiridos”, explicou.

Quem segue na Via Costeira sentido Areia Preta – Ponta Negra irá verificar a existência de dois limites de velocidade. Da praia de Areia Preta até o posto do Comando da Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) a velocidade máxima permitida é de 50 km/h. Da CPRE ao final da avenida, o limite passa a ser 70 km/h. Entretanto, ambos os limites são constantemente ignorados por condutores apressados.

“Estamos tentando viabilizar os novos radares o mais rápido possível, mas não podemos passar por cima do processo licitatório. Pedimos que as pessoas tenham consciência do risco que é ultrapassar a velocidade permitida e se orientem com base nas placas instaladas”, destacou Manuel.

“Quando os radares forem reativados, manteremos os limites de 50 e 70 km/h nesses trechos, com base na quantidade de pedestres que costumam atravessar a Via Costeira. Na área próxima à Areia Preta a movimentação de pedestres é maior, daí a necessidade de estabelecermos um limite de velocidade menor”, explicou o chefe de gabinete do Detran-RN.

Em março de 2012, o contrato do Detran/RN com a empresa Serttel Ltda foi encerrado e não houve renovação. Em janeiro deste ano, os equipamentos que registravam infrações de trânsito foram removidos. Desde então, o Departamento tenta viabilizar uma nova contratação através de licitação. Inicialmente, a previsão era a de que a licitação fosse concluída em junho passado e a empresa vencedora teria até 30 dias para instalar e começar a operar no sistema. No entanto, os prazos não foram cumpridos.

No início deste ano o Departamento Estadual de Trânsito chegou a afirmar que enquanto os novos pardais não fossem instalados, o órgão disponibilizaria cones para retenção de faixas nos locais onde existia o sistema eletrônico, bem como o uso de câmara para monitoramento em tempo real.

Na manhã desta quinta-feira (21), a reportagem do O Jornal de Hoje constatou que apenas no trecho em frente ao posto do Comando da Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) há cones sinalizadores e os condutores diminuem a velocidade. No restante da via, apenas as placas com o limite de velocidade e câmeras de segurança estão expostas.

Anderson Silva, trabalhador autônomo, criticou a ausência dos radares na via. “Acho um desrespeito. Os radares fazem com que os motoristas evitem andar em alta velocidade. Passo por aqui todos os dias e sei da importância e da falta que esses equipamentos fazem”, destacou.

A motorista Clecir Hoff, 40, disse que os radares impõem mais respeito às normas de trânsito. “Quanto mais fiscalização, mais segurança. A falta dos radares causa um transtorno muito grande nesta Via. Os turistas procuram respeitar as placas, mas quem é de Natal e sabe que os radares não foram instalados acaba ‘sentando o pé’ no acelerador, sem pensar nas consequências”, afirmou.

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