Autobiografia garante a sobrevivência do fenômeno Breaking Bad

As memórias do ator Bryan Cranston prometem revelar os segredos da produção

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Já se passaram mais de seis meses desde que a série televisa “Breaking Bad” se despediu para sempre do público, mas seu legado se mostra mais vivo do que nunca graças às filmagens de seu spin-off, “Better Call Saul”, e às memórias do ator Bryan Cranston, que prometem revelar os segredos da produção.

“Better Call Saul” traz o advogado Saul Goodman (Bob Odenkirk) como personagem principal e mostra sua vida antes de começar a trabalhar para Walter White, o protagonista da série original. Trata-se de um projeto concebido pelo próprio criador de “Breaking Bad”, Vince Gilligan, junto ao roteirista e produtor Peter Gould.

Ambos optaram por incorporar o personagem de Goodman na segunda temporada da série e, desde então, se transformou em um dos favoritos dos espectadores, principalmente por conta de seu lado cômico em uma trama repleta de tensão e dramaticidade.

A série, que deverá ir ao ar a partir de novembro no canal “AMC”, começará a ser filmada a partir do próximo mês em Albuquerque, no Novo México (EUA), e contará com a participação de outro velho conhecido dos fãs, o ator Jonathan Banks, que vivia o investigador particular Mike Ehrmantraut em “Breaking Bad”.

“Pensamos que, antes de mais nada, será uma sequência”, admitiu Gilligan recentemente à revista “Entertainment Weekly”. “O bom de ter usado uma cronologia quebrada em “Breaking Bad” é que a audiência não se surpreenderá se avançarmos no tempo”, ressaltou o criador nessa mesma entrevista.

“Portanto, é possível que façamos isso, e que vejamos o passado e o futuro desses personagens”, completou.

Ao longo de cinco temporadas, “Breaking Bad” seguiu a vida de Walter White, um professor de química que, de maneira inesperada, adota um estilo de vida criminoso após ser diagnosticado com um câncer terminal de pulmão. Neste aspecto, a justificativa do protagonista é garantir o futuro de sua família.

“Breaking Bad”, tida como uma das obras mais marcantes da televisão moderna, ganhou os prêmios Emmy e Globo de Ouro de melhor série dramática nas últimas edições. Mas, de acordo com Gilligan, “”Better Call Saul” tem que ser uma série diferente”.

“Tem que se sustentar com suas próprias pernas; se não for assim, não faria sentido fazer. Será o mundo de Saul Goodman, não o de Walter White. Apesar de haver paralelismos, terá um estilo diferente. Se não, não seria satisfatório. Essa é a palavra chave. Queremos satisfazer”, acrescentou o criador da trama.

Neste momento, a série, que começará com 24 episódios de uma hora, está encerrando o processo de escolha dos atores, principalmente aqueles que encarnarão os integrantes do escritório de advogados liderado por Goodman.

Embora esse spin-off chegue para saciar a sede de “Breaking Bad”, os fãs da trama terão que esperar até o próximo ano para conhecer os segredos desse universo graças a uma autobiografia de Cranston.

“Com este livro quero contar as histórias da minha vida e revelar os segredos e mentiras que vivi durante seis anos rodando “Breaking Bad””, declarou o intérprete ao falar sobre seu livro, que ainda não possui título e deverá ser lançado pela editora Scribner.

Cranston, que levou três prêmios Emmy por seu icônico papel na série, reconhece que esse personagem o ensinou “muitas coisas, algumas mais úteis e outras perigosas”.

A editora, por sua vez, ressaltou que o ator “costuma escrever como atua: com um compromisso feroz, inteligência e humor”.

Já Nan Graham, vice-presidente da Scribner, promete “um trabalho profundamente tocante” e “fascinante” em relação ao início de carreira de Cranston como ator, as experiências profissionais mais destacadas e, certamente, as histórias desconhecidas de sua passagem por uma série que ficou gravada a fogo na memória de milhões de espectadores.

 

Fonte: Exame

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