Autoridades investigam denúncia de trabalho escravo em etiquetas de roupas de loja famosa

Chocadas, as duas mulheres retornaram ao local, mas não foram atendidas por ninguém

As jovens compraram as peças na mesma unidade no País de Gales. Foto: Divulgação
As jovens compraram as peças na mesma unidade no País de Gales. Foto: Divulgação

Autoridades do Reino Unido investigam dois supostos casos de trabalho escravo denunciados em etiquetas de roupas compradas por clientes da rede de lojas Primark, que procuraram a polícia com as peças de roupas.

Duas mulheres ficaram chocadas ao encontrar etiquetas costuradas à mão em roupas compradas na mesma unidade da loja Primark. Porém, de acordo com a polícia, ainda não se sabe em que momento as etiquetas foram adicionadas às peças do vestuário.

De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, Rebecca Gallagher, de 25 anos, recebeu uma peça com a frase “condições degradantes de trabalho forçado” na etiqueta onde deveria identificar a marca. Uma segunda cliente, Rebecca Williams, de 21 anos, também encontrou a frase “forçado a trabalhar por exaustivas horas”.

As duas pagaram cerca de R$ 37 (10 libras) na unidade Primark em Swansea, no País de Gales, no Reino Unido.

A grávida Williams disse que ficou chocada ao ver a etiqueta da roupa. “Eu costumava comprar muitas coisas na Primark, mas agora vou mudar isso. O rótulo me fez pensar em como minhas roupas estão sendo feitas. Eu não sei como a etiqueta foi parar lá, mas com certeza, me fez refletir sobre isso”.

Ela ainda contou que publicou a foto da etiqueta em uma rede social e tentou alertar aos diretores da loja, porém, que não foi atendida por eles.

A outra jovem, Rebecca Gallagher, disse que nunca mais usou o vestido, desde que viu a etiqueta, justamente porque acredita que alguém está sofrendo com trabalho escravo para criar roupas para ela.

“Fiquei espantada quando fui olhar as instruções de lavagem e vi a etiqueta. Para ser sincera, nunca pensei sobre as condições de fabricação das minhas roupas e tenho medo de que minha roupa de verão tenha sido feita por uma pessoa que trabalha como escrava”.

Gallagher disse que também tentou falar com a direção da Primark, sem sucesso.

Um porta-voz da marca pediu que as clientes levem suas peças até as lojas para investigar a procedência do pedido de socorro. A empresa prometeu verificar se em alguma de suas unidades há trabalho escravo.

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