Avião desaparecido há mais de um mês é encontrado em mata

Aeronave caiu levando cinco pessoas e foi encontrada próxima a cidade de destino. Não há informações sobre passageiros

Mensagem de socorro de uma das passageiras a bordo de avião desaparecido no Pará. Foto: Divulgação
Mensagem de socorro de uma das passageiras a bordo de avião desaparecido no Pará. Foto: Divulgação

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que encontrou destroços do avião bimotor desaparecido no Pará, na região próxima ao município de Jacareacanga, no sudoeste do Estado, que desapareceu no dia 18 de março. Segundo a FAB, o avião estava enterrado até a cauda após a queda durante um temporal. Ainda não há informações oficiais a respeito das vítimas.

A aeronave de prefixo PR-LMN, pertencente à empresa Jotan Taxi Aéreo, prestava serviço à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde. De acordo com o ministério, estavam a bordo as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin.

O avião decolou às 11h40 e desapareceu cerca de uma hora e 20 minutos após o último contato. Uma das passageiras, a auxiliar de enfermagem Rayline, conseguiu enviar mensagem por celular para um tio. “Tio estou em temporal”, diz um dos textos. Em seguida, outra mensagem afirma: “O motor está parando. Socorro, tio”.

Durante as buscas, um avião P-95 Bandeirante Patrulha da Força Aérea Brasileira reforçou as buscas pelo avião. Desde o comunicado do desaparecimento mais de 24.832 quilômetros quadrados já foram cobertos.

Há dez dias, um helicóptero H-60 Blackhawk e aviões SC-105 Amazonas e P-3 Orion da FAB já haviam voado 203 horas na missão. O desafio durante as buscas foi a chuva na região. “Chove bastante e estamos na época das cheias”, explica o Capitão Michelson Assis, um dos pilotos do helicóptero H-60 Blackhawk. “É uma mata bem fechada, bem densa e às vezes dificulta enxergar o solo. Uma aeronave de pequeno porte pode se esconder sob a copa das árvores”. Com a cheia no rio Tapajós, abaixo das árvores o alagamento é de aproximadamente cinco metros, também suficiente para esconder possíveis destroços.

Fonte: IG

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