Avó de menino morto diz que ex-genro é louco, recalcado e ordinário

A idosa conta que, desde o desaparecimento do menino, em 4 de abril, ela já tinha certeza do envolvimento de Leandro e Graciele

Corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desaparecido desde o dia 4 de abril, foi encontrado na noite de segunda-feira em Frederico Westphalen (RS). Foto: Divulgação
Corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desaparecido desde o dia 4 de abril, foi encontrado na noite de segunda-feira em Frederico Westphalen (RS). Foto: Divulgação

A suspeita da Polícia Civil sobre os responsáveis pela morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, não surpreendeu a avó materna da criança, Jussara Marlene Uglione, 73 anos. Logo após o corpo ter sido encontrado em Frederico Westphalen (RS), o pai e a madrasta do garoto foram presos pelo envolvimento no crime. “A minha única filha, lamentavelmente, casou com esse sujeito louco, ruim, ordinário”, afirmou Jussara.

A idosa conta que, desde o desaparecimento do menino, em 4 de abril, ela já tinha certeza do envolvimento de Leandro e Graciele. “Eu já tinha ele e ela como suspeita”, afirmou. “Minha filha morreu há anos e foi por causa dele”, completou Jussara. Segundo a polícia, a mãe de Bernardo, Odelaine, cometeu suicídio em 2010 na clínica onde Leandro, que é médico, trabalhava. Agora, Jussara pretende pedir que investiguem novamente o caso. “Eu não descarto que ela tenha sido assassinada”, disse.

Moradora de Santa Maria (RS), a idosa contou que desde a morte da filha foi proibida de ver o neto. Ela ingressou, inclusive, com pedido na Justiça para poder conviver com o menino. “Eles tratavam ele mal. Era mal-cuidado, mal-alimentado. Ela (Graciele) era tipo perdida da vida. Saiu da beira da estrada e foi para uma mansão”, desabafou.

Jussara classificou ainda o ex-genro como um “sujeito péssimo”. “Era uma pessoa esquisita, recalcada. Usava drogas, era muito chineiro”, afirmou. Agora, a idosa espera o translado do corpo de Bernardo para Santa Maria. O menino será enterrado nesta quarta-feira, às 10h, no Cemitério Municipal, junto ao túmulo da mãe. “Eu vou colocar o meu netinho ao lado dela”, disse.

O pensamento da avó no momento é por Justiça. “Isso não pode ficar impune. Isso serve de mau exemplo para outros desocupados. Ele (Leandro) não perde por esperar. A população de lá está esperando por ele”, completou.

Uma terceira pessoa é investigada pelo envolvimento no caso. Seria uma mulher, amiga da madrasta, e moradora de Frederico Westphalen.

O menino está sendo velado desde a manhã no ginásio do Colégio Ipiranga, em Três Passos, e deve seguir para Santa Maria no início da noite.

Fonte: Terra

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