Azeite de dendê e pimenta

(Salvador) – Com a finalização da chapa majoritária do situacionismo, a pré-campanha na Bahia (*) avança. A coligação oficial vai…

(Salvador) – Com a finalização da chapa majoritária do situacionismo, a pré-campanha na Bahia (*) avança. A coligação oficial vai às urnas assim: Rui Costa (PT) para governador; João Leão (PP) para vice. Senador: Otto Alencar (PSD).

Trâmite do processo sucessório nas três vias da oposição:

1. O DEM apresenta Paulo Souto, filiado à sigla desde a época em que era PFL. Ele governou duas vezes os baianos. Primeira, de 1995 a 1999. De 2003 a 2007, a segunda;

2. A senadora Lídice da Mata é o nome do PSB. Foi deputada e prefeita de Salvador (1983-1987);

3. Geddel Vieira Lima articula candidatura à sucessão do governador petista (reeleito) Jaques Wagner. Pode, no entanto, aliar-se a Souto e concorrer ao Senado. Ele foi líder do PMDB na Câmara dos Deputados e ministro da Integração Nacional (2007-2010) na presidência Lula da Silva.

Tanto o presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), como o líder estadual do partido e prefeito da capital baiana, Antonio Carlos Magalhães, neto, querem a companhia de Geddel. Como pretendente ao Senado, porém. Para Agripino, “as eleições na Bahia são as mais importantes de 2014 para o Democratas”.

(*) O estado, quarto maior colégio eleitoral do país, tem 11 milhões de pessoas aptas ao voto. (WG).

Água na fogueira

Vale anotar para conferir, logo, logo.

Não haverá CPI da Petrobras.

Desde o primeiro instante, os comandantes da Câmara e do Senado demonstraram desinteresse.

Os grandes partidos optaram pela retirada do assunto – e que tema explosivo, hem? – da pauta.

Há mais a ser dito. Uniram-se contra a investigação parlamentar três ex-presidentes da República: José Sarney (PMDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula da Silva (PT).

– Michel Temer foi hoje à Holanda. O vice-presidente da República volta na manhã de quarta-feira. E, à noite, no Palácio do Jaburu, ouvirá mágoas – antigas e novas – de seus companheiros do PMDB.

– No Acre, Tião Viana é pule de 10 para reeleger-se governador. Ontem, ele e Jorge, seu irmão senador, anunciaram a candidatura da deputada Perpétua Almeida (PCdoB) ao Senado.

– Eduardo Campos irradia otimismo. Prestes a renunciar ao governo de Pernambuco para concorrer, pelo PSB, ao Palácio do Planalto, está convencido de que chegará ao segundo turno. Diz que melhora bastante o desempenho no Sudeste e amplia aliados no Nordeste. É tímida a movimentação no Sul, Centro-Oeste e Norte, reconhece.

– Dois nomes estão definidos na corrida ao poder potiguar. Henrique Eduardo Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD). A coligação de apoio a Alves é maior que a solidária a Faria, mas isso não determina supremacia nas urnas.

– Joaquim Barbosa é a atração da estreia de Roberto D’Avila (simpático e bom perguntador) na GloboNews. Começa aos cinco minutos deste domingo. No programa (já gravado), o presidente da Suprema Corte vai confirmar que recebeu convite – e não foi só um – para viajar à África na companhia de Lula da Silva, então no Palácio do Planalto. Não aceitou, porque “ele queria minha presença como marketing.”

– “Conversa agradável e cardápio supimpa”, comenta um tucano que acompanhou Aécio Neves ao jantar da comunidade israelita ao presidenciável. Foi quinta-feira, em São Paulo.

– O comando nacional do PT teme perder mais uma campanha para governador de São Paulo. A candidatura de Alexandre Padilha é como uma âncora enfiada no asfalto. Está ruim na capital e pior no interior.

– Aproveite bem o fim de semana, e até terça-feira. Segunda, como é de praxe, você fica na companhia de Joaquim Pinheiro, o mais mineiro dos jornalistas potiguares.

– Para refletir: “Ficou moderno o Brasil / ficou moderno o milagre. Água já não vira vinho / vira direto vinagre” (Cacaso, poeta brasileiro, a propósito das pilantragens na República Surrealista dos Trópicos).

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