Azul venderá passagens aéreas ao preço máximo de R$ 999 durante a Copa

Para fugir da polêmica em volta dos preços das tarifas, empresa aérea prevê perdas de R$ 20 milhões

Azul lança estratégia agressiva de preços para passagens durante a Copa do Mundo. Foto:Divulgação
Azul lança estratégia agressiva de preços para passagens durante a Copa do Mundo. Foto:Divulgação

Azul lança estratégia agressiva de preços para passagens durante a Copa do Mundo. De 12 de junho a 13 de julho, nenhuma passagem da companhia terá preço superior R$ 999. As passagens já estão disponíveis para a venda desde a meia noite de hoje

Atualmente, a Azul opera em 105 destinos em 900 voos diários – apenas 12 destinos envolvem os jogos da Copa. O fundador e presidente da companhia, David Neeleman prevê o cancelamento de cerca de 20% dos voos operados pela aérea durante a Copa do Mundo sejam cancelados por falta de demanda.

“A Copa do Mundo vai ser ótima para o povo brasileiro e para a infraestrutura nacional, mas para o nosso resultado não vai ser bom”, diz Neeleman. Com a decisão, a empresa abre mão de R$ 20 milhões em faturamento, diz Neeleman.

A empresa não fez nenhum mecanismo financeiro adicional para se proteger de possíveis oscilações no preço do câmbio e dos combustíveis.

Não haverá compensação dessas perdas. “É um investimento”, afirma Neeleman. A

Voos extras

A Azul é uma das empresas que tem mais voos adicionais solicitados à Anac. Foram 310 voos solicitados.

A decisão da malha aérea para Copa do Mundo tem divulgação prevista para o próximo dia 15, mas o presidente da empresa garante que essa não é uma ação em busca de mais poder de barganha junto à Anac. “Seria bom se fosse uma ferramenta de negociação, mas é um investimento em marketing, para que mais brasileiros conheçam a Azul.”

Pressão do governo

Na última semana, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, demonstrou preocupação com os preços das passagens que poderiam ser praticados durante o período dos jogos. Gleisi diz considerar a entrada de aéreas estrangeiras no mercado nacional para operação de vôos internos.

“Nós não deixaremos de avaliar todas as possibilidades, inclusive abrir o mercado”, afirmou no começo da semana.

Abertura de capital e novas aquisições

A decisão não deve atrasar a intenção da empresa de abrir o capital na bolsa nacional. Por ora, a empresa espera uma decisão da CVM que, segundo Neeleman, “deve vir logo”.

A empresa também negou veementemente uma possível compra da Tap. “O codeshare já é bom para nós”, diz Neeleman. A parceria no modelo codeshare prevê o compartilhamento de voos por duas ou mais empresas aéreas.

Fonte:IG

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