Baixinho da Kaiser está de volta e relembra “namoro” com Karina Bacchi

José Valien, eterno garoto-propaganda da Kaiser, volta para a TV e relembra o sucesso como estrela da cervejaria

Karina Bacchi e José Valien, o "baixinho da Kaiser", em vídeo da marca de cerveja. Foto: Divulgação
Karina Bacchi e José Valien, o “baixinho da Kaiser”, em vídeo da marca de cerveja. Foto: Divulgação

José Valien. Talvez esse nome não soe familiar para você, mas nada que uma imagem ou um apelido não mudem. Após 24 anos como garoto-propaganda de cervejaria, o eterno baixinho da Kaiser agora é estrela de uma marca de tequila.

Mas longe da TV desde 2006 ele tem curtido a vida na praia, ao lado da família. O Espanhol, que desembarcou no Brasil aos 14 anos de idade, atualmente mora no Guarujá, litoral de São Paulo, de onde administra alguns imóveis na capital paulista. “Moro com minha família, tranquilo, na boa. Já faz quatro anos que pararam os comerciais. Praticamente não faço nada. Tenho uns negócios de imóveis em São Paulo e vou tocando”, contou Valien.

Ele conta que escolheu a cidade litorânea como lar pela qualidade de vida. É lá que ele mora com a mulher, de quem brinca – ou não – que já tentou se separar. “Já estou casado há bastante tempo com a mesma mulher. Quis trocar, mas não deu (risos). Sai muito caro. Então vamos ficar com a mesma”, afirma ele, bem-humorado.

Famoso por acaso

Pai de dois filhos e avô de três netos, o baixinho (“estou querendo chegar a 1m60. Sempre tem aquela esperança, né?”) não se queixa de nada e diz que a vida está muito boa. Em entrevista ao iG, ele, que já trabalhou em posto de gasolina, com decoração de porcelanas e, na Espanha, como gandula do clube de tênis do Barcelona, relembra que se tornou garoto-propaganda por acaso.

Motorista de uma perua Kombi, prestava serviços para uma produtora. De vez em quando, também era convidado para fazer algumas pontas como figurante. “Aí, quando veio a campanha da Kaiser, também fui convidado para participar. Mas não tinha nada de baixinho. No dia da filmagem, eu errava tudo. O José Zaragoza, da DPZ, estava lá, viu, e achou bacana meu jeito de entrar em cena, começou a aplaudir. E de lá, virei o baixinho sem querer”, conta Valien, que não temeu ficar preso a um personagem, como acontece com garotos-propaganda de outras marcas e, até, estrelas de séries biográficas.

“Para mim, a Kaiser foi uma mãe. Fiz minha vida. Fiquei 24 anos com eles. Acho que tem um certo valor. Se não, não ficava”, contou ele, que ainda relembrou que só conseguiu fechar seu primeiro contrato com a marca porque ameaçou largar o bico.

“Fiz dois ou três comerciais e falei para me contratarem. Eles disseram que não precisava. Só que quando eles me convidavam para fazer eventos, eu tinha que largar o meu serviço. Eu já saía na televisão, e ainda trabalhava com a Kombi. Disseram que aquilo iria durar pouco. Aí falei: ‘então, não quero mais'”.

No dia seguinte, ele não só estava com o contrato assinado como receberia o dobro do valor que havia pedido. “De lá, larguei minha perua Kombi e passei só a trabalhar fazendo eventos, rodeios, exposição de supermercado, micareta, carnavais, palestras em universidade”.

Marca registrada

José Valien não tem mais contrato vigente com a marca, mas pode fazer o que quiser de sua imagem. Com algumas restrições, já que a cervejaria comprou o personagem baixinho da agência publicitária. “Não posso fazer qualquer comercial que diga respeito ao baixinho e usar o boné. Essa é a restrição que tenho. Mas tudo bem.”

Sobre a boina, aliás, ele conta que tem ao menos 60 delas em casa. “Tem uma pessoa que faz os bonés, um francês na Rua Augusta. Ele já está velhinho. Está estabelecido lá há 50 anos”, contou ele, que passou por apuros com seu primeiro exemplar, durante uma passagem pela cidade de Patos de Minas (MG). “Estava dando um autógrafo com um monte de gente ao redor. Chegou um moleque por trás e puxou. Era o primeiro boné que fiz o primeiro comercial. Fiquei chateado e tal. Depois de 15 dias, acharam o boné e nunca mais ele saiu de casa”, relembrou.

Outro fato que marca sua história na TV foi um “romance” que viveu com Karina Bacchi, em 2006. Depois de quatro anos longe das propagandas, retornou com o namoro, parte da estratégia de mais uma campanha da marca. “Sabe que fiquei algumas noites sem dormir, né?”, brinca o garoto-propaganda, antes de explicar o motivo. “Minha querida… Na minha idade, pintar uma coisa assim, aquilo veio do céu. Até eu acreditei (no relacionamento), diverte-se.

Sobre seu casamento, conta que a esposa reagiu “mais ou menos” bem diante da situação. “Tiveram que interditar ela (risos). Modo de falar, né? Mas ela foi para um spa, foi sossegar, enquanto eu trabalhava. Foi bom para todo mundo”.

Tem retorno?

Valien não sabe se será convidado novamente para novas propagandas da cervejaria. Mas não descarta. “Olha, quando eu parei em 2002, pensei que nunca mais eles iriam me chamar. E eles me chamaram de volta. Então pode ser que um dia, não sei, né?”. Com ou sem volta no papel de baixinho, ele comemora o retorno às telinhas e, ainda, se diverte nas redes sociais.

É lá que posta imagens de seu dia a dia, relembra alguns momentos da carreira e garante que não tira o bigode por nada nesse mundo. “É lógico”, dispara. Mas nem uma boa grana, como foi o caso de Bell Marques, que tirou a barba após 30 anos? “Bom, aí tem conversa, né? Se me derem um apartamento bom, eu tiro (risos). Vê que eu sou modesto”.

Fonte: IG

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