Banco do Nordeste tem R$ 3 milhões para desertificação no semiárido

O valor de cada projeto aprovado não pode ser inferior a R$ 50 mil nem superar o teto de R$ 300 mil

Novo edital do BNB é voltado principalmente para combater os efeitos da desertificação e minimizar os efeitos da seca no semiárido. Foto: Divulgação
Novo edital do BNB é voltado principalmente para combater os efeitos da desertificação e minimizar os efeitos da seca no semiárido. Foto: Divulgação

O Banco do Nordeste lançará nos próximos dias edital de apoio a projetos de pesquisa e difusão de tecnologias de combate à desertificação ou de convivência com o Semiárido, envolvendo R$ 3 milhões, recursos não reembolsáveis oriundos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci).

O edital estará disponível para consulta no site do BNB (www.bnb.gov.br), entre 27 de janeiro e 25 de abril. Neste mesmo período, as propostas deverão ser apresentadas, exclusivamente, via Internet. Para isso, deve-se utilizar o sistema de gerenciamento de convênios, localizado no endereço http://www.bnb.gov.br/fundeci.  A divulgação do resultado da pré-seleção está prevista para 30 de junho de 2014.

“Os temas e linhas de pesquisa do edital contribuem para o desenvolvimento do semiárido brasileiro e para a mitigação de riscos de operações de crédito realizadas nessa região prioritária para as aplicações do Banco”, afirma o Gerente de Ambiente de Programas Especiais e de Fundos de Pesquisa do BNB, Antonio Roberto Albuquerque Silva.

Segundo ele, os projetos devem ser aplicáveis à porção semiárida da área de atuação do BNB (Região Nordeste, e norte dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo) e se enquadrar em pelo menos uma das linhas especificadas (conservação, recuperação, monitoramento e mitigação da desertificação do semiárido; e convivência com o semiárido).

O valor de cada projeto aprovado não pode ser inferior a R$ 50 mil nem superar o teto de R$ 300 mil, assegurando-se pelo menos 40% dos recursos para projetos de difusão.

A avaliação dos projetos será efetuada por uma comissão técnica formada por técnicos especializados do próprio Banco, podendo recorrer, se necessário, a especialistas no tema, externos aos seus quadros, para a realização das etapas de seleção, devendo o resultado ser homologado pela Diretoria Executiva.

Gerido pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão vinculado ao BNB, o Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci) é pioneiro no fomento à pesquisa e à difusão de tecnologias direcionadas às atividades produtivas, contribuindo para a superação de gargalos do setor produtivo e para a mitigação do risco operacional do Banco. Seu objetivo é o desenvolvimento, a validação e a difusão de tecnologias compatíveis com as peculiaridades regionais, especialmente do semiárido, considerando-se os aspectos econômicos, sociais e culturais do setor produtivo.

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