Bandidos e protegidos

Martirizar o cinegrafista da Rede Bandeirante, Santiago Andrade será inutilidade e desrespeito à sua família. O país precisa tomar vergonha…

Martirizar o cinegrafista da Rede Bandeirante, Santiago Andrade será inutilidade e desrespeito à sua família. O país precisa tomar vergonha e acabar com a mistura heterogênea de manifestantes legítimos e marginais muitas vezes apoiados por siglas ocultas. Andrade morreu atingido por um artefato disparado por escroques durante distúrbios no Rio de Janeiro.

O roteiro do humanismo engajado estava pronto para ser repetido: a culpa era da Polícia Militar, o objeto saíra das mãos de um agente da lei em confronto com vândalos que são tratados com charme perverso por intelectuais e artistas manchando sua biografia. A metodologia dessa malta é tão PCC quanto Comando Vermelho.

A PM culpada é sempre banquete de oportunismo e falácia sem conteúdo: vamos desmilitarizar a polícia, berram os xiitas ridículos, que não dizem um ai quando o assunto é desarmar o lado do crime. Nem quando policial morre em serviço. A mídia nadou na primeira correnteza, apressada e caiu na maré tendenciosa contra a polícia.

A Rede Globo foi provocada por militantes de leitura de sovaco(leitura de sovaco é se exibir com livro nas axilas e decorar meia dúzia de frases ultrapassadas de Marx e Lênin ou Stálin). Os mais velhos, dinossauros, deveriam se mudar para Moscou, da mesma forma que os radicais da outra banda, poderiam se fixar no Mississipi estilo 1960, do enforcamento de negros ou na Era Medieval da eliminação sumária de plebeus.

A Rede Globo provou, em reportagem técnica e lúcida, que a Tropa de Choque não poderia ter sido a responsável pelo desastre que atingiu o cinegrafista. Seus equipamentos de contenção de distúrbios são fabricados com revestimento de borracha, sem o material que destruiu a cabeça de Santiago Andrade desmascarando a turba furiosa e seus protetores e mentores.

Em pleno ano 2014, é ridículo o discurso de esquerda contra direita. O que é esquerda num país governado por um partido da dita doutrina se juntando com quem perseguiu seus companheiros na Ditadura? O que é direita? A iniciativa privada e liberal agarrada aos financiamentos e as benesses das tetas estatais desde os primórdios da Sudene?

O Brasil é um país deseducado para entender e debater ideologia. Dá pra rolar de rir com teóricos e boçais sem experiência pessoal dando lições em redes sociais de como devem proceder os políticos e o povo, se eles próprios não se entendem nas suas contradições.

Alguns arrotam autossuficiência como se dialogassem todo dia com Angela Merkel, chefe do governo alemão, Mariajo Rajoy, primeiro-ministro espanhol ou David Cameron, comandante britânico e conservador eleito. Suponho que os três consultem essas sumidades antes de tomar qualquer medida acima do drástico. Barak Obama não deve administrar sem eles.

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Um país democrático foi o sonho de uma geração torturada e morta. Silenciada pela censura e expulsa para exílios deprimentes. Alguns, porque para outros, inclusive conheço vários, viver em Paris ou em Londres foram férias oficialmente forçadas.

Aos de direita, de esquerda ou de centro, designação dos frouxos e oportunistas, que estão com o poder esteja ele com quem estiver, é fato que são bandidos os que mataram o cinegrafista. Eles são incuráveis. Eles não têm pauta para protestar, direitos a reclamar como a sociedade pacífica e firme. O primeiro direito deles é pisotear o direito alheio.

Queimaram ônibus, depredaram prédios públicos, fecharam avenidas por onde ambulâncias carregadas de doentes graves foram impedidas de passar, invadiram em Natal a Câmara de Vereadores, que transformaram em esgoto em plena semelhança com suas barbáries impunes.

Entre esse povo e os traficantes de favelas cariocas não existe diferença. Usam rádios para se comunicar clandestinamente, máscara (libertário expõe a face, a alma e o ideal) e as táticas são fascistas.

Agridem cidadão comum, amedrontam mulheres, crianças, ameaçam pais de família e encurralam a Polícia Militar com suas câmeras e celulares, bem-vindos pelo sensacionalismo. Se um policial reage, vai para a execração nacional.

Não fosse o flagrante de um amador, que captou o instante em que um bandido passou a outro o rojão que matou o cinegrafista Andrade, um trabalhador, o país estaria repleto de passeatas furiosas contra as forças policiais. É, bandidos, vocês assassinaram alguém que exercia sua função profissional sem armas.

Andrade não deve ser nem desejaria ser tratado como herói Nem foi o primeiro tombado. Lembrem que em 2011, um colega dele de profissão e empresa, Gelson Domingues, tomou um tiro de fuzil no rosto, em plena cobertura jornalística, bala enviada por traficantes e morreu gravando o macabro fim.

Ninguém recorda Gelson e Andrade será esquecido em alguns dias. É do cardápio azedo das republiquetas jogar suas tragédias para debaixo do tapete da canalhice e desviar o foco para chicletes e bananas de enfeite. É a terra da Copa e das arenas bem bacanas.

 

Sessão hipocrisia

Um cidadão de bem não pode portar uma arma de fogo para se defender de criminosos. Que conseguem arsenal sem precisar de lei. Um desordeiro mata um repórter com um rojão, que, segundo relatos médicos, dilacerou seu crânio. Rojão é vendido como bala. Docinho. Qual é a diferença? A hipocrisia.

 

ABC na frente

Pelo Ranking de Clubes da revista Placar, o ABC é o 25° do Brasil com 65 pontos e o América é o 29° colocado com 37 pontos empatado com o CSA (AL). Bastou para aquecer a rivalidade.

 

Pontuação

A Placar usa pontuação própria com base no histórico de cada clube e o número de conquistas estaduais do alvinegro desequilibra.

 

Sem dilema

O América não tem dilema algum em disputar um jogo amanhã pelo Campeonato Estadual e outro no final de semana pela Copa do Nordeste.

 

CRB

O mais importante e está lógico, é o confronto contra o CRB em Maceió, cujo resultado sinalizará para a definição do classificado. É saber escolher a prioridade.

 

Do lado de fora

O (mau) jogo Corintians 1×1 ABC em Caicó rendeu muito mais fora do que dentro de campo. Primeiro, o bate-boca entre o técnico do ABC, Roberto Fernandes e o dirigente do Corintians, Inácio Lobão.

 

Veto

Depois, o relatório do árbitro, “vetado” verbalmente no calor temperamental por Roberto Fernandes. A Comissão de Arbitragem foi chamada a se manifestar. O técnico fez um desabafo normal.

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