Barbosa sai de férias e não assina mandado de prisão do petista João Paulo Cunha

Supremo será comandado interinamente pela ministra Cármen Lúcia

Durante a ausência de Barbosa, a ministra Cármen Lúcia responderá interinamente pela presidência da Corte. Foto: Divulgação
Durante a ausência de Barbosa, a ministra Cármen Lúcia responderá interinamente pela presidência da Corte. Foto: Divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, antecipou suas férias e saiu de recesso sem assinar o mandado de prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no julgamento do mensalão. A expectativa da defesa do parlamentar era a que ele se entregasse nesta terça-feira, às 12h, assim que recebesse a ordem de prisão. O documento, no entanto, ainda está sendo elaborado pela Secretaria Judiciária do STF.

Durante a ausência de Barbosa, a ministra Cármen Lúcia responderá interinamente pela presidência da Corte. É possível que ela assine a ordem de prisão do petista, que foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. A ministra presidirá o STF até o dia 19.

Sem o mandado de prisão expedido, a Polícia Federal não pode cumprir a determinação do próprio Barbosa, que no último dia 2 de janeiro rejeitou mais uma rodada de recursos de João Paulo e determinou que parte da sentença de condenação – seis anos e quatro meses de prisão – fosse executada. João Paulo recorre por meio de embargos infringentes da condenação por lavagem de dinheiro e ainda terá este quesito julgado pelo plenário do STF.

O mensaleiro, segundo seus advogados, só pretende se apresentar às autoridades após receber a ordem de prisão.

Compartilhar: