Barcelona precisa do título da Copa do Rei para voltar a ter paz

Em crise técnica e cobrado pela torcida, time catalão enfrenta Real Madrid na final

Neymar e Daniel Alves jogam contra o Real Madrid. Foto: Divulgação
Neymar e Daniel Alves jogam contra o Real Madrid. Foto: Divulgação

Nos tempos de Pep Guardiola como treinador, o título da Copa do Rei era o menos importante dos que o Barcelona costumava ganhar a cada ano. Mas agora a realidade é outra. Ganhar do Real Madrid na final que será disputada hoje no Estádio Mestalla representa a melhor chance de tornar menos frustrante a primeira – e provavelmente última – temporada da equipe sob o comando de Tata Martino.

O sonho de ganhar a Liga dos Campeões terminou há uma semana com a derrota por 1 a 0 para o Atlético de Madrid nas quartas de final. Também diminuiu a possibilidade de levar o Campeonato Espanhol, com a derrota de sábado para o Granada que jogou o time para o terceiro lugar, a quatro pontos do líder Atlético. Sofrer o terceiro revés seguido, e logo numa final diante do maior rival, acabará de vez com a paciência da torcida e fará subir ainda mais a temperatura dentro do clube.

Como se não bastasse o momento ruim do time, Martino corre o risco de precisar escalar mais uma vez uma zaga improvisada. Os três zagueiros do elenco (Piqué, Puyol e Bartra) foram convocados para a viagem, mas se algum deles jogar será no sacrifício – todos ainda estão em tratamento de lesões. Se resolver não colocar em campo um jogador que não esteja com 100% de suas condições, o treinador formará o miolo de zaga com os volantes Mascherano e Busquets – como na derrota para o Granada. Nesse caso o camaronês Song continuará a ser o volante. A dúvida de Martino é se montará o ataque com três homens (Pedro, Messi e Neymar) ou se deixará Pedro no banco para colocar Fàbregas no meio-campo.

O Barça ganhou os dois confrontos com o Real Madrid na temporada – ambos pelo Campeonato Espanhol -, e em cada um usou um modelo. Nos 2 a 1 no Camp Nou, teve três atacantes. Nos 4 a 3 no Santiago Bernabéu, foi a campo com quatro meio-campistas.

A vitória no feudo merengue, por sinal, marca a última grande atuação de Messi. Naquele dia ele fez três gols e cansou de deixar os companheiros livres para finalizar. A esperança da torcida é de que nesta quarta-feira ele desperte da letargia que o imobilizou nas últimas partidas e volte a ser decisivo.

Desfalque de peso

O Real Madrid vive um momento melhor – embora no Campeonato Espanhol também não dependa de seus resultados para chegar ao título, porque tem três pontos a menos que o Atlético e leva desvantagem no confronto direto. Semana que vem receberá o Bayern de Munique para o jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões, penúltimo degrau para chegar ao desejado décimo título europeu – o último foi conquistado em 2002.

A equipe continuará sem o seu melhor jogador, porque Cristiano Ronaldo ainda luta para se recuperar de uma lesão muscular. Isco entrará em seu lugar, mas jogará na meia – a posição do português será ocupada por Di María. Outro titular fora da partida é o lateral-esquerdo Marcelo, que será substituído por Coentrão. “Estamos bem preparados e não tenho dúvida de que vamos jogar muito bem”, disse o técnico Carlo Ancelotti. “É a minha primeira final com o Real Madrid e quero ganhá-la.”

Por causa das lesões de Cristiano Ronaldo e Jesé Rodríguez, o treinador convocou o brasileiro William José (ex-São Paulo e Santos) para ficar no banco.

Fonte: Estadão

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