Batman & Robin nas folhas

Faz hoje 70 anos da estreia da dupla Batman e Robin nas chamadas tirinhas de jornais dos EUA. Era um…

Faz hoje 70 anos da estreia da dupla Batman e Robin nas chamadas tirinhas de jornais dos EUA. Era um domingo em 20 de fevereiro de 1944, o ano que marcou o Ocidente como o ano da libertação contra o nazismo, no desembarque dos aliados na Normandia.

A chegada da dupla dinâmica nas páginas semanais foi mais uma ação comercial para atrair novos leitores e um novo estímulo aos estúdios de quadrinhos, que já vinham conquistando espaços na imprensa com os super-heróis, a partir de Superman e Shazan.

Antes deles, as tirinhas – também chamadas pranchas dominicais – exibiam aventuras de Flash Gordon, Dick Tracy, Príncipe Valente e outros. O primeiro personagem foi Yellow Kid, no final do século XIX, nos jornais New York World e New York Journal.

Batman foi criado por Bob Kane em 1939, estreando em maio na revista Detective Comics. Teve a parceria de Bill Finger, que o ajudou a moldar o personagem, inspirado no Zorro e no “ornitóptero”, máquina voadora idealizada por Leonardo Da Vinci.

A partir de 1943, Batman chegou nos jornais, mas ainda sem o pupilo Robin, concebido por Kane e Finger em 1940 para ajudar o herói no combate ao crime, assim como fazia John H. Watson em favor de Sherlock Holmes, obra imortal de Arthur Conan Doyle.

Naquele domingo, a primeira tirinha com os dois amigos não chamou tanto a atenção da maioria dos leitores como, por exemplo, o anúncio de página inteira da Goodyear mostrando soldados americanos desembarcando em praias da Itália num Jeep.

A revista TIME que estava circulando há cinco dias trazia na capa um adversário de Franklin Delano Roosevelt, o presidente democrata que comandou a reação a Hitler, e primeiro e único com mais de dois mandatos em toda a história política dos EUA.

Harrison Earl Spangler ganhou a capa da revista por sua extensa biografia no Partido Republicano, a partir de 1924 como delegado eleitoral em Iowa. Em 1944, era presidente do Comitê Nacional Republicano, mentor da plataforma política e eleitoral.

Nos cinemas do país, um outro super-herói de HQ estreava nas telas: Capitão América, estrelado pelo ator Dick Purcell, que morreria dois meses depois. Ele encarnara o personagem em todos os episódios de um seriado exibido no ano anterior.

Emuladas pela Segunda Guerra, muitas pessoas foram ver a estréia de “Passagem para Marselha”, dirigido pelo grande Michael Curtiz e com o não menos gigantesco Humphrey Bogart. Diretor e ator estavam juntos em 1942, no épico “Casablanca”.

Batman e Robin já eram sucesso nas historietas da revista Detective Comics e logo arrebentariam também nos jornais, ao ponto de Bob Kane e Bill Finger se desligarem da produção tradicional e se concentrarem na edição das aventuras nas tais pranchas.

Antes do final da guerra, Batman e Robin já eram tão íntimos dos leitores de jornais que o governo dos EUA deu-lhes missão similar à do Capitão América. Na imagem que ilustra meu texto, a dupla estimula o povo a doar e reciclar papel para as tropas.

A campanha dos heróis foi tão assimilada pelos americanos, que acabou impedindo aos acervos de jornais e revistas de hoje um maior volume de peças, posto que milhões de exemplares foram utilizados nos campos de batalha da Europa e da África.

Minha idolatria pelo Superman nunca foi obstáculo para consumir as revistinhas do Batman, até pelo fato de que conheci os dois num mesmo dia, mesma hora e mesmo local, quando ganhei a edição número um de Os Justiceiros, em setembro de 1967.

Ainda guardo diversas edições da coleção Invictus, com título de capa “Batman e Robin e Superman, juntos contra o mesmo inimigo”. O menino prodígio, que morreu algumas vezes, foi constante nas revistas da Turma Titã, da editora Ebal, a partir de 1966.

Virou figura pop no Brasil com o mítico seriado daquele mesmo ano, interpretado pelo ator Burt Ward, mas já estava com o Batman desde a série de 1943, na pele do ator Douglas Croft. Entre 1940 e 2012, pouco se ausentou nos filmes do amigo e tutor. (AM)

 

Bolão

E mais uma Mega-Sena com cheiro de Caixa de campanha. O mesmo roteiro de sempre, uma bolada de milhões de reais para um solitário bilhete numa cidadezinha nos cafundós do país. Nem o Senado conseguiu impor transparência à jogatina oficial.

 

Estranho

Desde 2003 que eu bato na tecla da suspeição no sorteio da Mega-Sena, principalmente nas acumulações que acabam saindo para lugares ermos do Brasil e nunca sabemos o perfil do ganhador. É estranho que tantos milionários continuem no anonimato.

 

Vaidade

Somos um país onde 50% da população sonham em ficar famosos para adquirir riqueza e a outra metade quer ficar rica para ganhar fama. Será que apenas os vencedores da Mega – todos, sem exceção – decidiram ser discretos no estágio de novo rico?

 

Militares

Quem diria? O Exército rebaixado à função de cão de guarda de uma festa da FIFA, entidade comprovadamente mafiosa. Como se não bastasse caçar mosquito da dengue, cavar poço na seca, combater traficante urbano e arbitrar briga de índios e posseiros.

 

Copa 14

A recente pesquisa do Instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte revelou que 75,8% dos brasileiros não concordam com os bilhões torrados para organizar a Copa da FIFA. Apenas 13,3% consideram os gastos adequados.

 

Costuras

Somente os observadores superficiais não conseguem ver os lances no jogo político do tabuleiro eleitoral de 2014, em que os partidos PMDB, PT e PSD mexem as peças com maestria, formando os times que irão para a luta definitiva em outubro.

 

Bons companheiros

O imbroglio da brejeira na eleição interna parece superado no PT. O deputado Fernando Mineiro não tem economizado tempo nas articulações em favor da candidatura de Fátima Bezerra ao Senado. É quem mais tem formulado na costura de uma aliança.

 

Banquete

Henrique Alves foi o anfitrião na terça-feira de boa parte do PIB nacional. Na sua residência em Brasília, recebeu para jantar dirigentes da OAS, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Gerdau, AmBev e BTG Pactual, sem falar dos poderosos da política.

 

Jogo de saia

Impossível não é, mas é improvável uma dobradinha feminina entre Wilma de Faria (governadora) e Fátima Bezerra (senadora). Em mantida a candidatura de Eduardo Campos ao Planalto, as duas teriam campanhas e palanques distintos e rivais.

 

Tecnologia

O vereador Rafael Motta (PROS) irá solicitar ao publicitário Ricardo Rosado, da Faz Propaganda, um material que a agência produziu há alguns anos sobre a aplicação do serviço de “QR Code” na área urbana de Natal para informações aos turistas da Copa.

 

Tese nota 10

A advogada Tatiana Aguiar tirou cinco notas 10 na tese de doutorado em Direito Tributário, na PUC-SP. Expôs “A superposição de discursos vencedores: análise pragmática das transformações jurisprudenciais em matéria tributária sob uma visão retórica realista”.

 

 

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