Bilionário australiano deixa fortuna de US$ 3 bilhões para fundação filantrópica

Empreendedor do setor de saúde, Paul Ramsay morreu dias depois de um infarto. Sua doação é a maior da história da Austrália

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O bilionário australiano Paul Ramsay — empreendedor dos segmentos de saúde e mídia, que faleceu na quinta-feira passada, ao 78 anos — deixou uma herança de mais de US$ 3 bilhões para sua fundação filantrópica. O gesto, informa o jornal “The Sydney Morning Herald”, representa a maior doação da história australiana, que apoiará com cerca de US$ 50 milhões anuais suas atividades de caridade.

Há cerca de uma semana, Ramsay, fundador do conglomerado hospitalar Ramsay Health Care, sofreu um infarte, quando navegava em seu iate “Oscar 11” na Europa com um grupo de amigos, inclusive o vice-presidente do grupo hospitalar, Michael Siddle, informa o “Sydney Herald”. Atendido em Ibiza, na Espanha, ele foi levado de volta à Austrália, onde faleceu dias depois.

Doações políticas

Ramsay construiu sua fortuna a partir de uma clínica psiquiátrica na Austrália, transformada numa rede de hospitais privados, a Ramsay Health Care tem hoje mais de 150 unidades em cinco países: Austrália, Reino Unido, França, Indonésia e Malásia. Maior operador privado de hospitais na Austrália, o Ramsay Health Care emprega mais de 30 mil pessoas globalmente e atende mais de 1,4 milhão de pacientes por ano, segundo o site do grupo.

Como presidente e principal acionista, ele tirou proveito da reforma do governo australiano, instituindo o setor de saúde privada nos anos 1990. Sua empresa fez extensas contribuições ao Partido Liberal australiano, cujo governo do premier John Howard deu alívio tributário para que cidadãos obtivessem tratamento médico em clínicas particulares, e aliviassem o sistema de saúde público. Ramsay doou US$ 560 mil no ano fiscal 2011-2012, se tornando o maior doador do Partido Liberal no período.

Com 36,2% de participação na companhia, Ramsay possuía uma fortuna avaliada em US$ 3,2 bilhões, figurando como o nono homem mais rico da Austrália, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. Com sua morte, “a vasta maioria das ações controladoras” serão transferidas para a fundação que leva o seu nome, para que seja um “duradouro benefício para a comunidade australiana”, segundo uma declaração da instituição, divulgado nesta sexta-feira.

 

Fonte: O Globo

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