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Biscoito da sorte

Data: 05 março 2013 - Hora: 18:01 - Por: Bruno Araujo

Nada como um dia após o outro no futebol para oferecer a eterna chance de exercitar o erro e o acerto. Alexandre Irineu, depois de dois amistosos e uma partida oficial, não é mais técnico do América. O preparador físico, alçado à categoria de treinador após a saída de Roberto Fernandes, durou apenas 90 minutos oficiais e seus acréscimos no cargo.

A demissão, por si só, sem avaliar todo o conjunto de fatores que envolvem a decisão foi um erro primário pelo pouco tempo de trabalho prático. De forma geral, pela falta de experiência do treinador em equipes profissionais, um acerto ao antecipar um problema que poderia se tornar maior após algumas rodadas.

Mas o jogo dos sete erros americanos não começa com a saída de Alexandre Irineu, mas sim com a de Roberto Fernandes e mais uma penca de jogadores sob a justificativa da salvaguarda financeira do clube. É fato que Fernandes decidiu sair devido à “demissão em massa” que se avizinhava, mas o quão necessária ela era de fato? Uma atitude, de certa forma intempestiva, que pode ter prejudicado uma temporada inteira, visto que apesar de o Alvirrubro ainda viver um momento de formação, possuía um elenco razoável e próximo do que se esperava para a disputa do Estadual.

Reconhecer, contudo, é uma virtude que merece ser bem vista, mas não pode servir de justificativa para que vários equívocos sejam cometidos de maneira indiscriminada. Agora, com a expectativa do anúncio do novo treinador – que pode ser o “velho” Roberto Fernandes – apenas se corrige um erro.

Ao torcedor resta apenas a esperança de que o futebol rubro deixe de ser comandado única e exclusivamente por emoções. O passeio na temporada pode ser numa montanha-russa ou num calmo lago, e ao contrário do que se possa sugerir, é uma escolha consciente a ser feita, não uma ordem impressa e guardada num biscoito da sorte.

Déjà vu
E por falar em erro e acerto, quem diria que o ABC, um ano depois do problema vivido com o centroavante Washington protagonizaria situação semelhante com um novo personagem. Uma verdadeira sensação de Déjà vu, agora, com o também atacante Junior. O empréstimo do veterano de 36 anos após um desentendimento com o técnico Givanildo é cogitado. Resta saber se a separação será amigável ou uma nova batalha judicial se apresenta ao clube potiguar.

Dono do apito
O árbitro Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro vai apitar ABC x Santa Cruz, no Frasqueirão. Jovem no quadro da arbitragem local, Pablo é enérgico em suas marcações e trato com o jogador. Ele, inclusive, foi envolvido em uma polêmica com o volante Ruy Cabeção devido a um cartão dado ao jogador por suposto “xingamento” negado pelo atleta após a marcação de uma infração. Talvez o temperamento forte possa ser uma arma, mas senão bem dosado, pode virar ferramenta de suicídio profissional. Fiquemos de olho!

Pedra dura
Apesar do “não” americano ao contrato de dois anos para uso do Estádio Barretão, o empresário Marcone Barreto não desistiu de negociar com o clube r a novela parece longe de ter um final. Em entrevista cedida à Rádio Globo Natal, Marcone Barreto mostrou otimismo num acerto com o time rubro, mesmo sem qualquer fato novo ou reunião para rediscutir os termos da propostas. O presidente do América, Alex Padang, bateu o pé e só aceita negociar a cessão por um ano. Na queda de braço, é esperar quem vai ceder.

Sétimo atacante
O Baraúnas acertou a contratação do atacante Léo Guerreiro, de 30 anos e que estava atuando pelo Mesquita-RJ. O jogador deve ficar a disposição do técnico Hugo Sales para a partida de amanhã, contra o América, no estádio Nogueirão, em Mossoró. Léo Guerreiro passou por Botafogo-RJ, Duque de Caxias, Brasiliense, Coritiba, Remo, Sampaio Corrêa, Botafogo-DF, Boa Vista e Democrata. Ele é o sétimo atacante do Leão do Oeste para o Campeonato Potiguar.

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