Bonito por fora, incompleto por dentro: Eis o novo aeroporto do RN

Terminal de São Gonçalo do Amarante ainda precisa de muitos retoques na estrutura

Retoques de pinturas e equipamentos usados na obra ainda fazem parte do terminal. Foto: José Aldenir
Retoques de pinturas e equipamentos usados na obra ainda fazem parte do terminal. Foto: José Aldenir

Carolina Souza

acw.souza@gmail.com

Único aeroporto erguido do zero para a Copa, o novo terminal de Natal, instalado em São Gonçalo do Amarante e distante 30 km da capital potiguar, foi inaugurado cercado por um canteiro de obras e em meio à correria para terminar os últimos retoques.

O investimento de R$ 500 milhões na construção do Aeroporto Governador Aluízio Alves por parte da Inframérica, consórcio responsável pela administração do espaço, ainda não está visível em todos os setores, levando a crer que os ‘pequenos problemas’ ainda precisam de alguns dias para ser sanados.

Os corredores e salões amplos e confortáveis dessa nova estrutura não escondem a necessidade de retoques de pinturas e instalação de lâmpadas, por exemplo. Bebedouros sem funcionamento, manchas de tintas em vidros e lojas ainda sendo instaladas são exemplo de que a pressa é inimiga da perfeição.

Uma coisa que chamou atenção dos primeiros passageiros que desembarcaram no novo terminal neste final de semana é a falta de preparo dos funcionários do aeroporto. Encaixar a ponte de desembarque no avião pareceu ser uma tarefa difícil para o pessoal que dá suporte aos serviços. Passageiros que vieram em um voo do Rio de Janeiro, no último domingo, esperaram quase 30 minutos para ter acesso ao terminal. A mesma espera, em menor tempo, foi compartilhada por outras pessoas que vieram de Brasília.

Fora isso, ninguém do terminal sabia informar sobre os ônibus que estão fazendo viagens gratuitas do já desativado aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, para São Gonçalo do Amarante. Problemas que envolvem recursos humanos certamente serão sanados rapidamente, uma vez que tudo é uma questão de adaptação. A experiência que o pessoal vai adquirindo ao longo do tempo dará garantia de que o novo terminal será um luxo quando todas as obras estiverem prontas.

Medidas urgentes precisarão ser tomadas pela Inframérica no que diz respeito a um acordo firmado nesta segunda-feira (02) com o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Inframerica terá sete dias para providenciar o isolamento da vegetação da área do restaurante; 30 dias para concluir a estrutura física da Central de Resíduos Sólidos; 45 dias para instalar sistema que garanta segurança sanitária da água para consumo humano; e 60 dias para construir banheiros para uso dos trabalhadores do Posto Médico.

Há ainda medidas imediatas a serem adotadas como a melhoria do acesso ao posto médico, a instalação de lixeiras com pedais para todas as áreas operacionais e a promoção do controle de vetores, particularmente das moscas.

Acessos

Dos dois acessos viários previstos que levam até o aeroporto em São Gonçalo do Amarante, somente um ficou pronto: o que faz a ligação com a zona norte da capital e o litoral norte do Estado. Mesmo assim, parte da sinalização ainda não foi instalada. Já o acesso sul está em fase de terraplenagem.

Na área ao redor do aeroporto, o primeiro do país concedido à iniciativa privada, o que se vê são máquinas e operários trabalhando. Segundo o consórcio Inframérica, que vai administrar o aeroporto por 28 anos, o local está sendo preparado para futuras expansões.

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