Brasileiro é condenado a 9 anos de prisão por fraude milionária nos EUA

Rogério Scotton, de 43 anos, aplicou golpe de $2.5 milhões envolvendo companhias de transporte como FedEx, UPS e DHL

 

O ex-piloto mora nos EUA há 25 anos. Foto: Divulgação
O ex-piloto mora nos EUA há 25 anos. Foto: Divulgação

O brasileiro Rogério Scotton, de 43 anos, ex-piloto de corridas da NASCAR e Miami Grand Prix, foi condenado na sexta-feira (9) a nove anos de prisão. Ele está preso, em Miami, desde 2012, por fraude no transporte de mercadorias entre Brasil e Estados Unidos envolvendo transportadoras como FedEx, UPS e DHL. A situação de Scotton ficou ainda pior quando a ex-esposa o acusou de ter mentido para a imigração. O casamento falso para obtenção do green card lhe rendeu dois anos extras atrás das grades.

De acordo com os autos do processo, o ex-piloto, que teve desde 2012 seis advogados e acabou representando a si mesmo no tribunal, deve parte de seus anos de cadeia ao mau comportamento durante o processo. A juíza Robin Rosenbaum disse, durante leitura da sentença na sexta-feira (9), que o brasileiro usou das facilidades que o sistema de justiça americano oferece a quem não tem advogado para arrastar o processo, apresentar provas falsas, intimidar testemunhas e pior, tentar ludribiar os juízes e o jurados.

A juiza afirmou durante a audiência que impôs uma sentença maior do que ele merecia porque seu comportamento não foi adequado. Ele foi sentenciado a sete anos por fraude contra o sistema de correios e dois anos extras por ter mentido para a imigração. Depois de cumprir os nove anos, Scotton vai ser deportado.

O ex-piloto mora nos EUA há 25 anos. Durante todo o processo, o brasileiro alegou que foi vítima de uma armação das empresas americanas de transporte e continuou alegando a mesma coisa durante a audiência na sexta-feira (9). Quanto ao depoimento de sua ex-esposa, a cubana Ailyn Mollinedo, com quem se casou em julho de 2008, Scotton garantia que o relacionamento era verídico e até ameaçou mostrar uma fita de vídeo com momentos íntimos dos dois como prova de sua inocência. A fita nunca apareceu e Mollinedo afirmou que foi forçada a se casar com o brasileiro.

Scotton morava em Boca Raton quando foi preso em 2012 pelo FBI. O esquema milionário do brasileiro pode ter lesado as empresas americanas em cerca de $2.5 milhões. As duas empresas de Scotton – Sky Air Express e Brazil Express Online – ofereciam tarifas com descontos para o envio de encomendas entre Brasil e EUA, usando contas de DHL, FedEx e UPS que ele teria criado com o nome de outras companhias, afimaram na época os agentes federais.

O brasileiro também criou contas falsas onde dizia representar empresas como Amazon, Walmart e Target.

 

Fonte: AcheiUSA

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