Brasileiro lança guia de cervejas artesanais brasileiras baseado na cor

Com 202 rótulos de 44 cervejarias nacionais, Beertone Brasil será vendido por R$ 49. Criador do guia, Alexander Michelbach já fez a edição da Suíça, onde mora, e trabalha na da Alemanha

Beertone. Foto:Divulgação
Beertone. Foto:Divulgação

Escolher a próxima cerveja como você escolhe a cor da parede do seu quarto ou da sala. Com 202 rótulos de 44 cervejarias nacionais, o Beertone Brasil, guia baseado nas cores das bebidas, chega ao País nesta semana, após uma bem-sucedida primeira edição na Suíça, lançada em abril do ano passado.

Apesar do primeiro guia contemplar 202 cervejas suíças, o criador do Beertone não é de lá. Nascido em São Paulo, mas atualmente em St. Gallen a trabalho, Alexander Michelbach, de 35 anos, diz que escolheu se dedicar às loiras do país europeu por conta do fácil acesso.

Diretor de arte, Michelbach trabalhava em alguns “projetos com prazos estourados” quando resolveu pegar uma cerveja na geladeira da agência. Foi assim que ele teve a ideia. “Pensei se isso existia, procurei e vi que não existia um guia de cervejas ordenado pela cor. Achei que seria interessante, montei um esboço de como eu imaginava, fiz umas montagens e mandei para amigos e para o meu irmão. Perguntei se eles achavam viável ou se era uma loucura que a gente nunca conseguiria fazer. Eles gostaram, começamos a planejar no dia seguinte.”

Michelbach, que se mudou para a terra de Roger Federer em 2008, conta que no início tudo não passava de um protótipo e que ele, na companhia de um amigo chamado para ajudar, lançou, em novembro de 2012, um site “só com duas páginas, contando um pouco da história”. A reviravolta, de acordo com o diretor de arte, veio quando blogs dos EUA, lar de uma já considerada grande escola cervejeira, tomaram conhecimento do trabalho.

“Alguns blogs acharam e começaram a publicar. Começou um ‘eu quero, eu quero, eu quero’, então montamos um sistema de pré-venda para financiar projetos, esquema Kickstarter (conhecido site de financiamento coletivo), e como toda produção foi feita na Suíça, os custos são razoavelmente altos. Os EUA são o país para quem a gente mais vende”, afirma.

Depois da experiência suíça, era a vez das cervejas artesanais do país natal. “Eu queria fazer do Brasil desde o começo, mas a distância era uma dificuldade. Quando eu vim para cá em dezembro [de 2013], eu já tinha iniciado os convites para as cervejarias, apresentando o projeto e se eles tinham interesse. Todas responderam no prazo de duas semanas, ninguém falou ‘não’”, diz o diretor. Marcas como Colorado, Wäls, 2Cabeças, Dama Bier, Dortmund e outras estão no guia.

Cada “página” traz um rótulo, a cervejaria responsável, sua cor de acordo com as escalas SRM (Standard Reference Method) e EBC (European Brewer’s Convention), o IBU (índice que mede o amargor da cerveja) e QR-Codes que dão acesso à plataforma mobile do projeto.

Além dos eventos de lançamento em quatro cidades – veja a relação abaixo –, Michelback espera comercializar o Beertone Brasil em livrarias. “É um dos nossos principais pontos de venda na Suíça”, explica. Cada guia custará R$ 49, mas uma edição especial acompanhada de uma garrafa de alumínio está sendo trabalhada, ainda sem preço definido. O número de rótulos – 202 – não é superstição. “Na edição suíça, listamos 201 cervejas, mas no último momento apareceu uma. Aí ficaram 202. Notamos que se aumentar muito, vai ficar tão grosso que dificulta o manuseio, esse é o tamanho ideal para não ficar muito grande.”

Fonte:IG

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