Brasileiros pagam R$ 1,1 trilhão só em juros nos últimos 3 anos

Dados apontam que o maior montante foi pago pelas famílias no país

Montante. Famílias pagaram R$ 696,5 bilhões em juros, valor maior que o pago pelas empresas. Foto:Divulgação
Montante. Famílias pagaram R$ 696,5 bilhões em juros, valor maior que o pago pelas empresas. Foto:Divulgação

Um valor de impressionar e que se refere a apenas os últimos três anos no Brasil. As empresas e famílias brasileiras desembolsaram o valor de R$ 1,108 trilhão para o pagamento de juros de 2011 a 2013.

O levantamento foi feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP) a partir do cruzamento de dados do Banco Central e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados desse levantamento foram divulgados nessa segunda.

Segundo a Federação do Comércio, a maior quantia – ou seja, R$ 696,5 bilhões – foi paga pelas famílias no Brasil, O valor restante – que equivale 411,5 bilhões – foi desembolsado pelas empresas no país nos últimos três anos.

Crédito

Ainda de acordo com o levantamento, houve um crescimento na concessão de crédito no período, segundo a federação paulista. De dezembro de 2011 a dezembro de 2013, o saldo em reais de linhas de financiamento e empréstimo concedidas a famílias e também a empresas brasileiras passou de R$ 1,381 trilhão para R$ 1,508 trilhão. Esse valor corresponde a uma alta de 9,2%.

Mas apesar do crescimento no crédito, a Fecomercio/SP ressalta ainda que o percentual de inadimplência total, ou seja, de pessoas físicas e jurídicas, mantém-se em padrões considerados aceitáveis.

Após se manter em 10,4% nos meses de dezembro dos dois primeiros anos analisados, recuou para a casa de um dígito, encerrando o ano passado com uma taxa de 9,2%.

No comparativo entre as taxas de inadimplência de pessoas físicas e de empresas, porém, há uma grande assimetria.

Enquanto a taxa de atraso dessas últimas foi de 5,5% em dezembro passado, com média de 6% nos últimos 36 meses, das famílias foi de 13% e 14,5%, respectivamente, nos mesmos períodos.

Ainda de acordo com a entidade de classe paulista, embora algumas variáveis de crédito mostrem-se instáveis, percebe-se uma situação, em dezembro passado, com indicadores mais positivos do que a média de 2013 e de 2012.

Entrave

O aumento dos juros notado durante o ano passado, por outro lado, pode ser um entrave para a manutenção da estabilidade nos níveis de inadimplência no país.

Fonte:IG

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