BRAVO ADIEL DE LIMA…

Cunhincí essa “figura indefecável”, no início da década de sessenta, num mês de dezembro em que as lojas da cidade…

Cunhincí essa “figura indefecável”, no início da década de sessenta, num mês de dezembro em que as lojas da cidade do Natal, abriam até às dez horas da noite; quando não existia Shopping; munto menos Superméicado… Ais cumiduria istrangêra. Chegava inté nóis da Terra de Câmara Cascudo, atravéis da Confeitaria Delícia, do sodosíssimo Seu Olívio Domingues da Silva, lá na Ribêra véia de guerra e de “peregrinações prostibulares”; atravéis da Cantina Lettieri, na Av. Rio Branco, em frente ao Mercado qui pegô fogo; e mais uma meia dúza de cumérço de menó porte… Estávamos, na esquina da Rio Branco cum a João Pessoa; e lá estava aquela figura, falando alto e inartecendo cumo sempre fêiz e cuntinua fazendo; o seu amado e querido ABC F.C… Eu cunhincia seu primo Prêntice, filho do então Vereador Dioclécio Bulhões; e Prêntice Mullford intabulô nossa amizade qui perdura inté hoje, graças a Papai e Mamãe do Céu… E essa amizade se solidifico de tá manêra, qui hoje; além de cunhados; nóis semo cumpade; pois sô padríin do seu fíi Luiz Sérgio. Na época qui eu o cunhincí; foi quando in Natá, uis aluno da rêde pública num cubero nuis istabelecimento de insino; e arrumaro um Grupo qui ficava de lado do Colégio Imaculada Conceição; e qui ficô cunhincido cumo o “Grupo Duis Excedentes”. Trêis vêiz p’rú sumana, eu passava na porta do Grupo Duis Excedentes, quando ía prá aula na Aliança Francesa; e da calçada, eu avistava sempre, uma menininha linda; cum uis cabelo qui paricia mais uma “buneca de míi verde”; e de um sorriso simprirmente incantadô, brincando na sua inucente postura, c’áis suas coleguinha… E aquela minininha foi tumando de conta duis meus pensamento mais ô menos assim: “Quando eu e ela crescê; vô namorá, noivá e me casá cum ela”. E num é qui o distino cunspirô a meu favô ?! Você ai de preguntá: E cumo danado é qui Adiel de Lima entre nessa históra ? E eu lhes arresposto: Certa vêiz eu fui na casa do “fióte de cruiz credo” e a premêra pessoa qui eu ví quando cheguei na casa do peste, foi a minininha do Grupo Duis Excedentes… Aí ela já tava grandinha, cum seus doze anos de idade… A minininha era irmã do “fíi de lôicêra”!… E quando ela tava cum treze, nóis cumecemo aquele namorico de criança; e infrentemo tudo o qui é de barrêra… E o fela da gaita do Adiel; ora do lado da gente; ora do lado do pai; qui butava uma lâmpada incandescente de duzentas vela, bem in riba de nóis; e ais nove e meia da noite, curria cum eu… E Adiel era meu cumpanhêro de birita e de tôdo tipo de fulêrage, pussíve e imagináve… E hoje, Adiel; meu quirido cunhado e cumpade; eu tô mais qui orgúiôso de você; eu tô feliz c’á sua bravura diante da doença qui te pegô cum gôsto de gáiz… E sua recuperação, pode ficá na certêza qui num é fogo de munturo; é resurtado de sua fé in Papai e Mamãe do Céu, bem cuma na luz isprituá de todos uis nosso qui já se fôro. Você, qui já deu lágrima, suó e sangue puro seu ABC F.C; merece cum lovô, o recunhincimento da diretoria do Clube; você, qui no passado, saía cum o finado Erivan Goleiro e mais um bucado de atletas, procurando os abnegados do ABC, para ajudarem na fôia de pagamento; precisa tê seu esforço levado in cunsideração… Você sabe qui sô torcedor do Alecrim F.C; mais nessa hora; eu e todos uis qui lhe cunhece; tá torcendo féivorosamente p’rú sua recuperação. Fôrça, meu fíi!…

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