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Brinquedo preferido

Data: 09 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Bruno Araujo

O imprevisível mundo da bola nos prega uma peça atrás da outra. Em um momento, a crise tem uma cor, mas tão rápido quanto é possível piscar os olhos, um vento forte sopra e ela ganha novo endereço, novas caras e, por vezes, impacta de forma mais negativa do que na casa vizinha. Pois bem, a aparente bonança da casa abecedista veio abaixo após declarações de os salários estariam próximos dos cinco meses de atraso.

A bomba, estourada no treino de ontem, no CT abecedista, inevitavelmente, coloca a questão da gestão financeira dos clubes potiguares. O que leva ABC e América a enfrentar tantos problemas semelhantes em intervalos de tempo tão curtos, principalmente, quando possuem um calendário cheio, com competições locais e nacionais?

A culpa é do calendário? Dos gestores do clube? Da inflação do mercado da bola? Seria fácil escolher qualquer uma das alternativas, ou quem sabe, até mesmo as três. O futebol se tornou um esporte que exige um nível de profissionalismo que o potiguar ainda não alcançou. Tomar decisões difíceis, todos nós tomamos, todos os dias, em diversas circunstâncias.

Por isso, entre as três questões, a única capaz de ser resolvida em um curto espaço de tempo, sem a necessidade de uma grande articulação de organizações, federações e clubes de futebol, passa pelo amadurecimento dos cartolas no mundo da bola. Mais do que torcedores, esses gestores precisam observar o futebol como um negócio – rentável por sinal – e trocar o pires por uma maleta executiva.

É fato que o futebol potiguar não é um dos mais bem sucedidos do país e começa a galgar, de fato, alguma projeção nos últimos anos, apesar dos acessos americanos à elite do futebol nacional e o título brasileiro da Série C pelo ABC.

Para chegar aonde o torcedor sonha, organização e projeção precisam andar lado a lado, através de parcerias saudáveis, finanças saneadas e avaliações constantes para evitar que erros cometidos se enraízem nas estrutura do clube até estourarem numa crise financeira, de imagem e, principalmente, de autoestima. Não é fácil alcançar tanto, em tão pouco tempo, mas enquanto isso não for possível, a montanha russa continuará a ser o brinquedo preferido dos potiguares no futebol.
Chutou balde
Houve quem questionasse a decisão do técnico Givanildo Oliveira, que com “apenas” oito dias de atraso no salário, pediu o boné e deixou o navio abecedista em meio à forte tempestade. Mas não há dúvidas que a decisão não foi motivada pelo fato de ele não receber, mas principalmente, pela impossibilidade de cobrar os atletas em campo sem que o grupo tivesse os salários em dia. Perderia o comando, os jogos e, claro, o cargo em apenas algumas rodadas. Antecipou o processo de forma natural.

Milagre de casa?
Em meio a tantas dificuldades financeiras, a quem aposte na ida de Pedrinho Albuquerque para o ABC. Bom treinador, vinha com uma boa campanha no Alecrim e costuma colocar suas equipes para jogar para frente, sem falar no investimento bem menor do que se fosse buscar um comandante longe das fronteiras potiguares. A dúvida é, se para um momento crítico como o que passa o Alvinegro, o temperamento de Pedrinho seria um ingrediente para amenizar ou desandar o time abecedista.

Mini-arena
A partir deste amanhã, no Natal Shopping, o potiguar poderá ver de perto as maquetes física e eletrônica, além de 12 totens com a cronologia da obra da Arena das Dunas, palco de quatro jogos da Copa do Mundo, em Natal. Esta será a primeira exposição do projeto este ano. Em 2012 a maquete esteve nos shoppings Midway Mall, Natal Shopping, na rodoviária de Natal e na Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O projeto ficará exposto na praça central do shopping até o dia  31 de março.

É Seleção!
Longe de crise estão os atletas potiguares da natação paralímpica. Dos 20 nadadores relacionados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para a seleção brasileira permanente, quatro são norte-rio-grandenses: Adriano Lima, Edênia Garcia, Joana Neves e Clodoaldo Silva, todos medalhistas em Paralimpíadas. Os potiguares agora darão início a mais um ciclo de quatro anos, que terminará nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

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