Buraco na Av. Felizardo Moura gera grande congestionamento

Moradores da região fazem travessia da Ponte de Igapó a pé na tentativa de agilizar deslocamento

Foto: Wellington Rocha
Foto: Wellington Rocha

Marcelo Lima

Repórter

O engarrafamento diário que os moradores que saem da zona Norte de Natal e municípios da região vizinha enfrentam toda a manhã foi potencializado por um buraco nos últimos dias. Localizada na Avenida Felizardo Moura, onde passa boa parte do tráfego de veículos que utiliza a Ponte de Igapó, a cratera havia sido formada por um rompimento na rede de esgoto da Caern.

O veículo da nossa equipe de reportagem passou quase 2h30 no congestionamento, que iniciava cerca de 300 metros do Atacadão, ainda na avenida João Medeiros Filho, por volta das 8h45 de hoje. Quem vinha da BR 101 Norte também sofria com o problema quando chegava a Igapó.

A Ponte de Igapó acabou, mais uma vez, se tornando um funil de todo o fluxo. No percurso, motoristas irritados buzinavam na tentativa de se livrar de motociclistas impacientes que também não queriam perder mais tempo. E nas paradas de ônibus lotadas, passageiros de ônibus com cara de poucos amigos.

Uma delas era Juscicleia Santana de Almeida. Mas ela não se resignou com o transtorno no trânsito e saiu a pé até vencer o buraco. Foi de Igapó até o bairro Nordeste e chegou antes de muitos ônibus que estavam na ponte. “Eu vim do laboratório antes do viaduto de Igapó a pé. Desde de sete horas saí de casa, passei 15 minutos lá e não consegui chegar ao trabalho até agora por causa dos ônibus”, reclamou quando já se passava mais de 10h15 da manhã.

Apesar do esforço, o chefe já havia ligado várias vezes para saber sobre o horário de sua chegada. “O homem lá do trabalho tá ligando para mim e só não me chamou de santa”, disse.

Por volta das 10h20 da manhã, uma equipe de cinco homens da empresa Constern, prestadora de serviços da Caern, consertava o buraco. O reparo já estava na fase de implantação dos paralelepípedos. “Depois da greve dos ônibus, agora mais essa”, completou Juscicleia Almeida.

De acordo com a dona de casa Francisca Freiras, de 57 anos, moradora da comunidade do mosquito, o esgoto é originário do bairro Nordeste e a tubulação é muito estreita e antiga para a atual vazão segundo ela avalia.

Desde a semana passada, o buraco está atrapalhando o fluxo de toda a região Norte da Grande Natal. “Só ontem à noite, eles começaram a fechar”, informou a dona de casa vizinha do buraco. Ainda segundo ela, não houve acidentes em função da cratera. “Teve uns amarelinhos que ficaram aí”, contou.

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Outro trabalhador que fez a travessia foi o auxiliar de cozinha Emanuel Tavares. “Saí do terminal do Golandim para cá. Saí de 8h30 e só cheguei agora [10h30]. Ia resolver um negócio lá no Alecrim, mas eu acho que agora não vai dar mais tempo”, disse.

Às 14h, Emanuel deveria estar no trabalho, que fica na avenida Salgado Filho em Lagoa Nova. “E eu ainda tenho que voltar para casa para depois ir pra lá. Com certeza não vai dar tempo” relatou. Para a aflição ainda maior os usuários do transporte coletivo, muitos alternativos e ônibus não paravam nos pontos de tão lotados que estavam.

Outro pontos

No outro lado da região metropolitana de Natal, quem passa pela avenida Maria Lacerda Montenegro também reclama da variedade de tamanhos nos buracos. De acordo com o secretário de Obras de Parnamirim, Naur Ferreira, a Prefeitura tem um projeto tapa-buraco em andamento. “Vamos esperar as chuvas terminar, para dar continuidade a pavimentação asfáltica. Apesar de ser uma rodovia estadual, nós vamos fazer para o usuário não sair perdendo”, disse.

 

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