Buracos voltam a complicar a vida de motoristas na capital potiguar

Na Felizardo Moura diversos buracos tomam conta da avenida na zona Norte. Na Salgado Filho, em frente ao Midway Mall, e na altura do Hotel Maine, problema se repete

Foto: Wellington Rocha
Foto: Wellington Rocha

Os buracos, que tanto assombram os motoristas em Natal, voltaram a atormentar a vida de quem precisa trafegar na Região Metropolitana, causando danos aos veículos e atrapalhando o trânsito. Nem mesmo a força-tarefa realizada pela Secretaria de Obras Públicas de Natal (Semopi) e retomada nos últimos dias, tem conseguido diminuir os transtornos causados aos natalenses, que precisam reduzir a velocidade para ultrapassar os obstáculos, aumentando o congestionamento em várias áreas da cidade.

Muitos reclamam que os buracos ocorrem quase sempre nos mesmos locais e que, mesmo que sejam fechados, se abrem novamente depois de algum tempo. É o caso de um existente na Avenida Salgado Filho, em frente ao shopping Midway Mall, que se abriu há cerca de duas semanas e na manhã desta quinta-feira (26), estava cercado por sacos de areia e pedras. A situação é semelhante também no bairro de Emaús, em Parnamirim. Quem trafega pela Rua Santo Antônio é inconformado com o buraco.

“Esse trecho aqui é crítico e já aconteceram muitos acidentes por causa deles, que se abrem logo após a prefeitura fechar o buraco. Apesar de ser uma via bastante movimentada, por ser acesso ao bairro para quem vem de Parnamirim, já tem mais de três meses que ele está aí e só aumentando de tamanho. Hoje, já atinge um lado a outro da rua e quando chove é pior, porque fica coberto de água. Passo aqui porque é o jeito, mas sei que estou comprometendo, no mínimo, a suspensão do meu veículo novo”, disse o engenheiro Fábio Pereira.

 

Outro trecho bastante afetado é na Avenida Felizardo Moura, no bairro Nordeste, próximo à ponte de Igapó. Lá, é um conjunto de buracos que inferniza a vida dos motoristas que passam diariamente pelo local e que para evitar estragos nos veículos, precisam reduzir a velocidade ao máximo, provocando congestionamento na via. Para o motorista Fernando Gomes, que trabalha com lotação, recapear somente não é a solução.

“Tem que refazer esse asfalto todo, porque só recapear não adianta nada, ainda mais que esse trecho é passagem obrigatória para veículos pesados, que estouram tudo sempre. Isso aqui acaba com suspensão e pneus, mesmo em veículos novos. E ainda pagamos um absurdo de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), sem termos retorno algum, o que é mais revoltante. Fazem operação tapa-buraco, mas não adianta”, desabafou.

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Operação tapa-buraco atrapalhada por chuvas

Reiniciada na última segunda-feira, a operação tapa-buraco realizada pela Semopi está comprometida por causa das últimas chuvas que atingiram a Região Metropolitana de Natal, segundo o secretário Tomaz Neto. Ele disse que duas empresas estão fazendo os serviços nas principais vias da cidade e que elas devem cuidar da manutenção destas por aproximadamente um ano e meio.

“O problema mesmo são as chuvas, que atrapalham bastante os serviços, já que não podemos aplicar o asfalto em tempo chuvoso. Além disso, a última paralisação do transporte público também contribuiu de forma negativa, mas a nossa expectativa é concluir 90% dos serviços até o final do próximo semestre. As equipes estão trabalhando em diversos pontos da cidade, como a Avenida Jaguarari e também em vias de asfalto e de paralelepípedos”, explicou.

Tomaz disse ainda que as últimas chuvas contribuíram para aumentar o tamanho dos buracos espalhados na cidade, principalmente nas vias de maior movimentação de veículos pesados, como é o caso da Felizardo Moura e Salgado Filho. “Estamos trabalhando aos poucos, mas quando passar esse período chuvoso, as ações serão concentradas para terminarmos o maior número possível de ruas na cidade”, afirmou.

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