Buscas por avião desaparecido há uma semana já envolvem 25 países

De acordo com o ministro dos Transportes da Malásia, país fez um apelo a outras nações por mais dados de satélite e de radar

Ministro dos Transportes da Malásia reiterou que investigação aponta para 'ação deliberada' dentro da aeronave. Foto:Divulgação
Ministro dos Transportes da Malásia reiterou que investigação aponta para ‘ação deliberada’ dentro da aeronave. Foto:Divulgação

As buscas pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma semana, já envolvem esforços de 25 países, informou neste domingo o ministro dos Transportes da Malásia.

Segundo Hishamuddin Hussein, o país fez um apelo a outras nações por mais dados de satélite e de radar para tentar localizar a aeronave. São eles: Casaquistão, Uzbequistão, Quirquistão, Turcomenistão, Paquistão, Bangladesh, Índia, China, Myanmar, Laos, Vietnã, Tailândia, Indonésia, Austrália e França.

Em entrevista a jornalistas, ele agradeceu a colaboração e descreveu o nível de cooperação como “sem precedentes”. Hussein reiterou ainda o que já havia sido dito pelo primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, no sábado. Segundo o titutar dos tranportes, a linha de investigação aponta para a ação “deliberada” de alguém “dentro do avião”.

No sábado, as casas do piloto e do copiloto do voo MH370, Zaharie Shah e Fariq Hamid, de 53 e 27 anos, respectivamente, foram revistadas. As autoridades do país também checaram o passado de outros membros da tripulação e passageiros a bordo da aeronave.

De acordo com Hussein, piloto e copiloto não pediram para viajar juntos. Ele acrescentou que as autoridades estão focando agora em duas possíveis rotas que Boeing 777 teria tomado. São elas um corredor norte que se estende da fronteira do Casaquistão e do Turcomenistão até o norte da Tailândia.Um corredor sul que se alonga da Indonésia até o Oceano Índico.

Comunicações desligadas

No sábado, o premiê da Malásia, Najib Razak, afirmou que as comunicações com o avião desaparecido foram “intencionalmente desligadas”. Segundo ele, os registros de satélite e de radar revelam que a aeronave mudou de rota e poderia ter voado por até sete horas após o último contato com o controle de tráfego aéreo.

“Os movimentos são consistentes com a ação deliberada de alguém no avião”, disse Razak no sábado. Apesar das indicações, o premiê malaio evitou usar a palavra “sequestro” e afirmou que “todas as possibilidades” estão sendo investigadas. Ele acrescentou que o avião poderia estar em qualquer lugar do “Casaquistão ao Oceano Índico”.

O voo MH370, da companhia aérea Malaysia Airlines, desapareceu há mais de uma semana com 239 pessoas a bordo quando sobrevoava o Mar do Sul da China, no Sudeste Asiático. O avião partiu de Kuala Lumpur e deveria aterrisar em Pequim às 0h40 hora local (15h40 de Brasília) no último sábado, 8 de março, quando perdeu a comunicação com as autoridades em solo por volta das 1h20 (hora local).

No sábado, Razak afirmou, em entrevista a jornalistas, que os novos dados de satélite mostram com “um alto grau de certeza” que um dos sistemas de comunicação da aeronave – o Aircraft Communications Addressing and Reporting System, conhecido pela sigla “ACARS”, foi desligado momentos antes de a aeronave alcançar a costa leste da Malásia.

O ACARS é uma ferramenta que permite aos computadores do avião “conversar” com os computadores em solo, retransmitindo informações do voo sobre o funcionamento da aeronave. Pouco tempo depois, na fronteira do espaço aéreo dos controles de tráfego aéreo entre a Malásia e o Vietnã, o transponder do avião – aparelho que emite um sinal de identificação sobre sua localização exata – foi desligado, acrescentou ele.

De acordo com dados de um radar militar, o avião retornou e voou de volta à Malásia antes de tomar a direção noroeste. Razak também afirmou que um satélite recebeu sinais do avião até às 8h11 hora local (21h11 de Brasília) – mais de sete horas depois que perdeu o contato com o radar – embora não tenha sido possível determinar sua localização exata.

‘Nova fase’

Para o premiê da Malásia, as investigações entram agora “em uma nova fase”, que vai focar nos passageiros e na tripulação a bordo. Na entrevista, o primeiro-ministro da Malásia confirmou muitas das informações que foram divulgadas pela imprensa, nas últimas 48 horas.

Desde o desaparecimento do avião, na semana passada, o governo da Malásia vem enfrentando severas críticas por não falar abertamente sobre os dados e informações existentes até agora.

O governo da China – que tem 153 cidadãos a bordo do avião – pediu para que a Malásia continue fornecendo informações “exatas e completas” sobre a busca. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que enviou técnicos para participarem da investigação e pediu ajuda de outros países e organizações.

Familiares e amigos dos passageiros a bordo do voo MH370 têm sofrido uma espera angustiante por alguma notícia concreta. Além dos chineses, havia a bordo 38 passageiros malaios, além de cidadãos do Irã, Estados Unidos, Canadá, Indonésia, Austrália, Índia, França, Nova Zelândia, Ucrânia, Rússia, Taiwan e Holanda.

Fonte:IG

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