Cai procura por passeios com dromedários nas Dunas de Jenipabu

Empresa investiu na compra de seis dromedários visando a Copa

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

Depois de ter comprado seis novos dromedários para serem usados no passeio das Dunas de Jenipabu, a empresa Dromedunas ainda não viu o resultado esperado durante esta Copa do Mundo. “Eu investi pesado, comprei seis dromedários. Foi com o objetivo de reprodução, mas também para a Copa. E o movimento está muito aquém”, disse Cleide Batista, empresária.

A Dromedunas estimou que o movimento de turistas fosse semelhante à alta estação. “Turista tem, a cidade está cheia, mas nem todos estão fazendo passeio. Não sei identificar o porquê. Eu esperava que esse mês de junho fosse um janeiro ou, no mínimo, julho”, disse, se referindo aos períodos de maior fluxo de clientes.

No mês de janeiro, a média de pessoas fica entre 40 e 100. Em julho, esse número fica entre 30 e 50 pessoas por dia. Cada passeio custa R$ 50,00. Mas os números deste mês de junho da Copa não são nem um pouco animadores. “O movimento começou mesmo na semana passada. A primeira quinzena foi praticamente zero. Teve um dia nesse mês que eu fiz um passeio”, declarou a empresária.

A expectativa de Cleide, assim como outros colegas do ramo turístico, era de que o tempo de permanência dos turistas fosse maior. “Muita gente disse que os turistas iam chegar antes dos jogos e ficar por aqui. Mas esse foi outro aspecto em que a gente se decepcionou. A maioria veio só para o jogo mesmo”.

Segundo Cleide, o seu faturamento diário deve ser pelo menos R$ 1 mil para não deixar as contas da empresa no vermelho. No domingo passado, o movimento de 48 pessoas, dentre eles muitos uruguaios e japoneses, foi razoável. “E praticamente só está tendo passeio pela manhã porque de tarde não vai ninguém”, contou.

O fato de a Copa ser sempre entre os meses de junho e julho, período chuvoso no Nordeste brasileiro, também atrapalhou. “Ontem, do jeito que estava não tinha condições de fazer passeio”, lamentou a chuva.

No total, a Dromedunas tem 12 dromedários disponíveis para passeios. Mas no último domingo seis deles foram suficientes para a demanda, uma vez que cada um pode carregar duas pessoas por vez. “Os outros seis eu preferi colocar pra cruzar, que tem muito mais futuro”, acrescentou.

Para ela, a chuva, falta de infraestrutura de Extremoz e alguns preços abusivos contribuíram para que o turista economizasse na nossa cidade. “Para você ter uma ideia, Extremoz não tem transporte público. Desse jeito, eu perco aquele turista mochileiro que anda de transporte público”, criticou. Para ela, o preço de atividades turísticas deveria ser regulado pelo Estado para evitar o abuso por parte de alguns empreendedores. “As pessoas triplicaram os preços. É um turismo feito sem planejamento, que só pensa no hoje. Acho um absurdo e falta de visão empreendedora”, opinou.

Desde o início da Copa do Mundo em Natal, O Jornal de Hoje mostrou que artesãos, locadoras de veículos e bugueiros não estavam satisfeitos com os resultados da Copa na economia local. Boa parte deles se disse frustrado. No entanto, setores como a hotelaria, tiveram o retorno esperado. A Emprotur também considera que nem todos os setores terão um grande aproveitamento.

O Ministério do Turismo estimou que 172, mil turistas passaram por Natal durante o período das quatro partidas na cidade. Ainda segundo o Ministério, esse contingente gastaria R$ 311 milhões distribuídos por todas as cidades que estiverem em seu roteiro, inclusive, em Natal.

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