Câmara quer uso de detector de metal e gravação de imagens em eventos

Projeto vale para locais acima de 10 mil lugares e ginásios esportivos acima de 5 mil, não só para futebol, mas para outras modalidades esportivas e culturais

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A Comissão do Esporte aprovou proposta que torna obrigatório o uso de detectores de metal e a gravação contínua de imagens em eventos de qualquer natureza realizados em ginásios e estádios esportivos. O projeto original [PL2648/11, do deputado Jorginho Mello (PSDB-SC)], tratava da instalação de equipamentos de segurança em arenas e estádios credenciados para a realização de jogos oficiais.

O relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), fez diversas alterações: “O projeto original falava mais para a Copa do Mundo, segurança nos equipamentos esportivos, basicamente estádios. Eu fiz o substitutivo dada a questão tempestiva que já não vale mais para a Copa do Mundo, que já está resolvida com os estádios da Copa. Estendi para outros equipamentos acima de 10 mil lugares e ginásios esportivos acima de 5 mil lugares, não só para futebol, mas para outras modalidades esportivas e culturais”.

Cândido também alterou as regras que vinculam o sistema de segurança ao critério populacional. Para o relator, o importante é a capacidade do estádio: “Antes, era para cidades acima de 500 mil habitantes apenas. Eu tirei essa exigência, porque podemos ter estádios de 10 mil lugares em cidades menores, assim como ginásios esportivos em cidades menores”.

Exagero
Esse aumento da segurança nos estádios, no entanto, não é assunto pacífico. O pesquisador e especialista em segurança pública da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa diz que há um exagero nessa área.

“Do ponto de vista político e administrativo é um exagero. Não vejo necessidade nenhuma, e o governo brasileiro sucumbe a essas pressões por conta das dificuldades que tem de justificar algumas ações de controle de movimentos sociais e de greves”, afirma.

Segundo o professor, há muitos interesses envolvidos, inclusive de empresas: “Não podemos deixar de considerar os interesses comerciais e financeiros das empresas que fazem segurança particular e que vão cuidar dos interesses das delegações que virão ao Brasil; isso faz parte do jogo comercial”.

Tramitação
A proposta já havia sido aprovada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Agora, está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada, vai direto para o Senado, sem necessidade de ser votada no Plenário da Câmara.

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