Cambistas estrangeiros são presos dentro de hotel em Copacabana

Uma italiana e dois americanos vendiam ingressos para a Copa do Mundo por meio de página na internet

Os americanos e a italiana que foram presos pela polícia num hotel na Avenida Princesa Isabel: 200 ingressos apreendidos . Foto: Divulgação
Os americanos e a italiana que foram presos pela polícia num hotel na Avenida Princesa Isabel: 200 ingressos apreendidos . Foto: Divulgação

Dois americanos e uma italiana, hospedados num hotel de Copacabana, foram presos, nesta segunda-feira, em flagrante vendendo ingressos para jogos da Copa do Mundo dentro do estabelecimento. Com eles, policiais civis apreenderam cerca de 200 entradas, 10 mil dólares americanos (R$ 22.115), 750 dólares australianos (R$ 1.562) e 160 euros (R$ 483). Eles foram autuados por formação de quadrilha e pelo crime de cambismo (previsto no Estatuto do Torcedor). A Justiça já decretou a prisão preventiva dos três.

Os três vendiam ingressos pela internet através do site das empresas Ludus Tours e Red Carpet. Eles ocupavam um andar inteiro do Hotel Copacabana Merlin, na Avenida Princesa Isabel. Foram presos o diretor-geral da Red Carpet, Brian Jack Peters; Richard Beard; e a italiana Rafaella Cinti. Segundo a delegada titular da 12ª DP (Copacabana), Izabela Santoni, uma testemunha denunciou que os presos estavam vendendo um ingresso que oficialmente vale US$ 175 (R$ 387) por US$ 1.172 (cerca de R$ 2.600).

Empresa era monitorada pela FIFA

No site, uma entrada para as quartas de final da Copa está sendo oferecido por US$ 3.700 (R$ 8.177). Para as semifinais, por US$ 6.500 (R$ 14.365). De acordo com Izabela, os acusados foram presos no momento em que entregavam bilhetes.

“A Fifa já vinha monitorando a empresa Ludus Tours. Mas nós recebemos uma denúncia anônima de uma vítima e começamos a investigar”, contou a delegada. “Quando chegamos ao local, vimos uma estrutura organizada, montada para esse fim específico. E os valores cobrados eram dez vezes maiores que os da Fifa, em clara afronta ao Estatuto do Torcedor”.

No site, há propaganda garantindo facilidades para assistir aos jogos: “Nós ainda temos uma grande variedade de pacotes disponíveis para a Copa do Mundo”.

Não é a primeira vez que estrangeiros são presos por no Rio por atuarem como cambistas. No dia 21 de junho, dois turistas ingleses foram detidos vendendo ingressos para o Mundial dentro do Copacabana Palace. Dois dias depois, eles deram entrada na Cadeia Pública Bandeira Stampa, no complexo de Gericinó. A juíza Andreia Florêncio Berto, do plantão judicial, considerou necessária a prisão preventiva de Desmond Lacon e Roger Leigh, para garantia da ordem pública.

Com eles, agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), responsáveis pela prisão, apreenderam também R$ 3 mil, 425 libras, mil dólares americanos e 50 dólares de Hong Kong.

O crime de cambismo tem menor potencial ofensivo e, por isso, geralmente os detidos são liberados em seguida. Mas, nesse caso, os turistas, que foram presos juntos, responderão também pelo crime de associação criminosa.

Sulamericanos também presos

Desde o dia 20 de junho, estão presos também no complexo de Gericinó quatro chilenos, um paraguaio e um colombiano. Eles foram flagrados dentro do Maracanã, no dia 18 de junho, com credenciais falsas durante o jogo Chile x Espanha.

O colombiano Juan Carlos Cárceres, o paraguaio Luis Javier Costa e os chilenos Victor Ramón Pozo, Victor Fronteras Castillo, Jorge Rodriguez e Fabián Pino tiveram os cabelos raspados. De acordo com a Secretaria estadual de Administração Penitenciária, eles têm direito a banho de sol e a quatro refeições diárias.

Fonte: O Globo

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