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Campanha pela Universidade Federal do Seridó ganha força na Assembleia Legislativa

Data: 18 março 2013 - Hora: 18:19 - Por: Carolina Souza

Na presença do deputado federal Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados, do senador José Agripino, líder nacional do Democratas (DEM), da governadora Rosalba Ciarlini, prefeitos dos municípios do Seridó e outras autoridades políticas e religiosas, a campanha pela criação da Universidade Federal do Seridó ganhou mais força em audiência pública realizada nesta segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa. A discussão visa buscar meios e novos apoios para pressionar o governo federal sobre a importância da instalação de uma unidade de ensino superior federalizada na região.

A campanha “O Seridó é Federal”, lançada em janeiro deste ano, é uma iniciativa da Diocese de Caicó, Colégio Diocesano Seridoense (CDS) e associação dos ex-alunos do CDS. De acordo com Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, coordenador da Campanha, os articuladores da ação pretendem contar com o envolvimento de todos os seridoenses e potiguares, da sociedade civil organizada, lideranças política, intelectuais e educadores em geral.

“Desde que existe o Seridó que essa ideia da Universidade vem sendo pensada. É um sonho do ex-governador Dinarte Mariz, que sempre quis levar os benefícios do ensino superior ao interior. É um desejo da região e uma necessidade justa, pois temos tudo para sediar essa Universidade”, disse o Monsenhor. Para Ausônio, o apoio da Igreja visa facilitar a unidade dos que desejam a instituição. “Nossa intenção é facilitar e coordenar os cursos, de modo que represente um esforço da comunidade, colocando-a como vitrine para outras regiões parecidas com a nossa”, disse.

Segundo o senador José Agripino, a bancada federal pode ajudar na concretização da ideia pressionando o Governo Federal. “A educação de qualidade, principalmente em regiões como o Seridó, que é vocacionada para o desenvolvimento, torna o empreendedorismo competitivo. Na medida em que se cria uma Universidade Federal no Seridó, o governo oferece condições de competitividade. Daqui para frente, o nosso trabalho será fazer pressão sobre o Ministério da Educação e unir a sociedade organizada em prol desse objetivo. Só se consegue coisas novas por vias da pressão”, afirmou.

Entretanto, apesar das pressões, a concretização da unidade de ensino depende da “boa vontade do governo”, aponta o senador. “Se depender de nossa pressão, esse projeto já é aprovado amanhã. Mas depende da boa vontade e das condições do governo. Para criar uma Universidade Federal precisa de muito recurso”, disse.

A região do Seridó sedia um aglomerado de 23 municípios, totalizando uma densidade demográfica de quase 252 mil habitantes, segundo Anuário Estatístico do RN – Idema/2011. As principais atividades econômicas da região incidem, preponderantemente, na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços. Alegando que o Seridó está fora do eixo de desenvolvimento do Rio Grande do Norte há muitos anos, o prefeito de Caicó, Roberto Germano, alega que a chegada da universidade serviria para repensar a região.
“Já tivemos muito avanços, com apoios firmados com diversas autoridades políticas e instituições. Começamos com uma campanha tímida, partindo da associação dos ex-alunos do Colégio Diocesano. Hoje temos o apoio da OAB, de representações do Ministério Público, prefeituras do Seridó declararam apoio integral, além de boa parte da bancada federal, assim como a Assembleia Legislativa”, afirmou.

O prefeito de Caicó ainda afirma que já tem autorização para ceder um espaço para construção da Universidade, caso seja necessário. “Se o Ministério de Educação achar que o projeto deverá incorporar à UERN, a ideia será bem-vinda. Mas a nossa luta é para que se possa concretizar essa Universidade Federal do Seridó. Ainda temos muitos passos a dar. Com ajuda da força política, acho que temos como chegar à Presidência da República e ao Ministério para realizar esse sonho”.

Durante a audiência, a governadora Rosalba Ciarlini falou que uma unidade central de ensino na área possibilitará que os cursos tenham mais “sintonia com o potencial da região”. “O Seridó sempre foi uma referência de educação e a educação é o caminho para o desenvolvimento. Se conseguirmos ter mais uma universidade, que seja no Seridó, o estado terá mais uma presença diferenciada em nível dos outros estados do país, com maior reconhecimento de nossa potencialidade na educação”, declarou.

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