Campanha quer incentivar a doação de leite materno na população

Ideia é captar mais doadoras para os Bancos de Leite Humano do RN

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Um dos atos mais associados à natureza das mães é o poder da amamentação. Porém, algumas não conseguem amamentar seus filhos por alguma razão clínica e necessitam de doações de leite humano – alimento mais importante para o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Para que as mães potiguares não fiquem sem leite humano, a Coordenação Estadual de Aleitamento Materno da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) promove a Semana Estadual de Doação de Leite Humano.

O principal objetivo da campanha, que será realizado até o dia 19 de maio, é alertar a população de todo o Rio Grande do Norte sobre a importância da doação, condicionando o aumento do número de novas voluntárias. O leite materno é essencial para proteger recém-nascidos contra diarréias, infecções, diabetes e alergias.

“Precisamos captar mais doadores para os Bancos de Leite Humano no RN, tendo em vista que o alimento não é fácil de conseguir. Não há leite materno à venda. Por isso carecemos da boa vontade das mães que tem muita produção e podem fazer doações”, destacou Ana Zélia Pristo, coordenadora do Banco de Leite da Maternidade Januário Cicco (MEJC).

O Banco de Leite do Januário Cicco é referência no Rio Grande do Norte, por ser responsável pelo processo de funcionamento, coleta, transporte, processamento, distribuição, doações, instalações, controle de qualidade e clínico dos bancos de leite de todo o estado em conjunto com os municípios. Entretanto, as voluntárias podem recorrer a outras cinco unidades no RN para fazer as doações, procurando os setores específicos no Hospital Santa Catarina e Hospital da Polícia, em Natal; na Maternidade Divino Amor, em Parnamirim; além das unidades existentes nos municípios de Mossoró e Caicó.

“São diversos os casos dos bebês que precisam da doação de leite, seja em função das mães não produzirem o alimento, não conseguirem amamentar ou da própria criança não conseguir fazer a sucção do alimento no peito da mãe. Por isso precisamos conscientizar as lactantes, bem como orientar os profissionais da saúde sobre o processo de manipulação do alimento”, destacou Ana Zélia. Segundo ela, um dos grandes entraves no processo de doação é a falta de informação.

“O povo ainda é muito carente de informação. São muitos tabus e mitos que interferem no aumento do banco de doações. Muitas mães não se sentem seguras por acharem que, ao doar, o leite irá acabar. Não sabem elas que quanto mais leite é retirado do peito, mais o organismo produz o alimento”, explicou.

Na Maternidade Januário Cicco existem, atualmente, cerca de 40 a 50 doadoras de leite exclusivas – que são os casos das mães que produzem e doam o leite na quantidade exata apenas para seus filhos que estão internados. Fora essa quantidade, o Hospital ainda precisa de uma média diária de 10 litros que possam atender aos outros bebês que não têm doadoras exclusivas.

Em média, os Bancos de Leite Humano do RN alimentam por mês mais de 880 bebês, além de fazerem o atendimento individual e visita domiciliar às mães doadoras. De acordo com informações da Rede Brasileira de Bancos de Leite, o Brasil coleta mais de 160 mil litros de leite humano pasteurizado, com qualidade certificada.

A campanha de conscientização está em sua segunda edição no Rio Grande do Norte e irá comemorar o Dia Mundial de Doação de Leite Materno, realizado em todo o mundo no dia 19 de maio. “Este é um momento no qual iremos intensificar as ações de divulgação da temática e também promover os Bancos de Leite Humano (BLH) do estado junto à comunidade e profissionais de saúde”, destacou Evanúzia Dantas, coordenadora estadual de Aleitamento Materno.

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