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Candidato chapa branca – Erasmo Machado da Silva, advogado

Data: 07 fevereiro 2013 - Hora: 17:55 - Por: Portal JH

Finalmente concluída a formação da lista sêxtupla de candidatos pela Ordem dos Advogados do Brasil, cabe agora ao Egrégio Tribunal de Justiça selecionar três advogados para encaminhar aos cuidados do Poder Executivo, que efetivamente nomeará o próximo desembargador, representante dos advogados no chamado quinto constitucional.
Um caminho que pode parecer retilíneo, em verdade tem demonstrado muitas curvas sinuosas nos corredores políticos do nosso Estado, colocando em risco o sonho de Montesquieu, merecendo acordar algumas miopias.
Isto porque, só se fala no candidato chapa branca representante de uma família tradicional do Oeste do Rio Grande do Norte  com ligações familiares de um conhecido líder político neste Estado onde tenta colocar um braço também no Poder Judiciário.
Cabe indagar: o escolhido será um representante da classe dos advogados? Ou estará representando uma família política tradicional? Terá o Judiciário interesse de ter um candidato já previamente combinado? Se está satisfeito com o destino de seu orçamento? Se vai abrir mão de sua independência, em prol de interesse de terceiros? Se vai acolher tamanho nível de interferência em sua instituição? São essas perguntas que incomodam os advogados do Rio Grande do Norte já que a disputa não está sendo democrática e demonstra ausência do princípio da igualdade.
O tema, inclusive, tem tomado uma proporção tão grande que a colunista Daniela Freire noticiou “Chapa… E a pressão começou no TJRN. Tem deputado brigando para que o Executivo ramifique a liderança que exerce na Assembleia Legislativa no judiciário… Branca… Aliás…já estão até chamando um dos candidatos a desembargador pelo Quinto Constitucional da OAB de líder do Executivo no Judiciário”.
Nos tempos atuais, alguns mais ingênuos imaginam que todas as teorias sobre espionagem não passam de literatura morta na História, ledo engano, continua em plena ebulição, remanescem grupos que, a todo custo, não abrem mão do poder, continuando a por em prática todas as lições de Maquiavel, com escopo de manter e, principalmente, ampliar o poder.
Assim, resta indagar se o Poder Judiciário concorda com essa vigilância anunciada? Se o alerta pode parecer desnecessário para alguns, penso que não, pois como democrata prefiro Montesquieu a Maquiavel.
Posso parecer um sonhador, mas ainda acredito no Estado Democrático de Direito, na construção de uma justiça independente, fortalecida, livre de amarras, por isso estou convicto de que o Tribunal de Justiça terá a tranquilidade de Pitágoras para resolver esse teorema. Bom lembrar que, o mal de um pode ser de todos.

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