CARTA ÀIS MUIÉ DA MINHA VIDA

Adele: Minhas leitôra e meus leitô já tá tudo “canso de sabê” qui você; “sem sigunda é a premêra; minha…

Adele:

Minhas leitôra e meus leitô já tá tudo “canso de sabê” qui você; “sem sigunda é a premêra; minha água no diserto; tu faiz meu longe sê perto; é amante, é cumpanhêra. E qui nem num fim de fêra; sua “brabêza” se intrega. É o víin qui a minha adega; num oferece a NINGUÉM; vô do paraíso, além; quando a gente chamega”… E é purisso qui eu quero qui você cumpartíi essa minha inscrivinhação; cum todas ais muié dêsse mundo. Ais muié da minha vida, você cunhece de muuuunnnto perto; qué vê ? VOCÊ, Claudinha (Minha filha muuunnnto amada), ais duas Maria, Clara e Fernanda; minha Fôfifo;Branca (Qui me adotô cumo pai e eu cumo fia…), Silvana ( Uma herança gostosa qui dona Nanan dêxô prá nóis dois…), Paloma, Jullianny (Nossas noras…); e minhas duas priminha qui num cunheço pessoalmente, Bruninha e Thainá; e ais qui “já se fôro”, cuma é uis causo de Mamãe, Quena, Maria Rita; e ais mãe prêta qui jamais saíro do coração do seu poeta, qui são elas; Mãe Miana e Bela, lá dais Traíra; Maria Fulô, lá de Betúlia; dona Maria Prêta, lá de Pocíin; Mariquinha de cumpade Júlio Prêto e Teimosa de Teimôso… Isso, fora a ruma de ôvinte qui gosta do trabáio poético qui seu véíin faiz cum a Rapôsa do Nordeste, na 98fmnatal.com.br. Essa homenage é prá todas vocêis; “e apôis” ?… Me diga mêrmo, se num fôsse vocêis muié; aquelas muié amiga, mãe, irmã, namorada, cumpanhêra, amante, cunfidente, “raienta”, doce mais ais vêiz cum o doce iscundido numa ruma de ispíi; o qui síria de nóis poeta ? O qui bixiga nóis ía fazê mode achá inspiração p’rúis verso da gente ? Me perdoe, Papai do Céu; mais parafrasiando meu sodoso sogro, o poeta Arlindo Castor de Lima; “a naturêza pródiga e bondosa, todo conforto, deu à humanidade”… E finda seu soneto dizendo qui a naturêza de ao hôme “um coração, para guardar o amor; e inteligência, para o que quiser. Mas, vendo triste, aquele coração; e querendo curar-lhe a solidão; deu-lhe o prêmio maior; deu-lhe a mulher”!… Papai do Céu; e seu fíi Arlindo tava incuberto de razão… Sinhô, tua sabedoria, amô e misericórdia é “dimaise”! Mais me premita mais uma vêiz, parafrasiá; dessa vêiz, ôto cabra sodôso, qui era o Cel. Ludrugero, qui dizia numa dais suas musga: “Sem mulé num presta; sem mulé num presta não. Ô entra mulé na festa, ô eu saio do salão”… E eu, sem você; quando você briga mais eu ô num tá me dando atenção; “num é apenas só qui eu me sinto; é muuuunnnnto pió; eu me sinto sem você”… E isso, minha fíia é rim qui nem a palavra “têje prêso”!… O cabra passa o dia trabaiando, chega in casa infadado; e quando na porta incontra a muié cum um sorriso a lhe isperá; é cuma um pescadô qui avista o avuá da saia e duis cabelo da sua amada, quando vai incostando sua imbaicação na bêra da praia; é cuma o vaquêro qui quando chega no terrêro de casa, o terrêro tá barrido e o chêro do táico e do prefume de sua cumpanhêra tá inebriando todo aquêle ambiente… O cabra disapêia do cavalo, tira uis arreio, dá bãe no animá, tira ais veste de vaquêro; e vai p’rum tanque na peda detráis de casa,; num é, cumpade Júlio Prêto ? E êle mêrmo, custumava dizê à finada Mariquinha, quando tavam brigado: Só tem derêito de nóis tá brigado; inté a hora de se deitá; adispô já viu, né ?… E dava uma dais suas maraviósa “gaitada” qui tanto eu iscutei e qui tanta sodade, eu tenho… É cuma um “poeta matuto qui eu cunheço”, qui quando tá decramando in quaiqué sarau, qui sua musa tá presente; êle sempre diz a mêrma coisa:”Eu quero você sem rôpa;/ eu quero você vistida,/ prá tá mais você, querida,/ a tudo, eu me sujeito./ O amô transborda in meu peito,/ na caminhada ao teu lado;/ posso tá véio; infadado;/ mais, te amo do mêrmo jeito”… Ela, a musa dêle, fica mêi incabulada; mais isso já faiz tanto do tempo qui êle diz; qui ela inté já tá se acustumando… FELIZ DIA DA MUIÉ!…

Compartilhar:
    Publicidade