Cartas na mesa

A ansiedade foi maior, e as principais lideranças do PMDB não aguentaram esperar mais uma semana para divulgar o que…

A ansiedade foi maior, e as principais lideranças do PMDB não aguentaram esperar mais uma semana para divulgar o que praticamente todos já sabiam. Primeiro, foi o próprio Henrique Alves que assumiu ter disposição para aceitar o “desafio de ser candidato a governador do Rio Grande do Norte”. Após as palavras, meio que se sentindo autorizado a também falar, veio o ministro Garibaldi Filho, afirmando que tudo será oficializado na próxima sexta-feira, dia 28, inclusive a aliança com PR e PSB, demais integrantes da chapa majoritária. Por fim, foi Walter Alves, que agiu rápido para marcar posição como candidato a deputado federal, anunciando seus primeiros apoios para a nova disputa.

Agora, as cartas estão na mesa, faltando apenas a mera formalidade que ocorrerá em um grande evento no final desta semana. Certamente, será um movimento para impor medo aos adversários. Muito mais pela quantidade de lideranças que estarão presentes, dos mais variados partidos, do que pelo favoritismo que este grupo terá, já que eleições só se ganham mesmo após a apuração das urnas, e voto hoje está cada vez mais complicado de se conquistar. É promessa de casa cheia e da declaração de apoio de quase uma dúzia de legendas distintas. Um lançamento de candidatura para ninguém botar defeito, com exceção dos adversários, claro.

O fato é que agora o jogo está lançado. Com Henrique assumindo a postura de candidato, os partidos tendem a se posicionar entre o projeto do peemedebista e o de Robinson, que por enquanto se sustenta apenas na parceria firmada com o PT, que terá Fátima Bezerra para o Senado. Coincidentemente, ou não, as duas legendas foram as que acabaram excluídas da coligação com o PMDB, justamente por terem nomes com interesses na disputa majoritária, o que acabaria confrontando as opções escolhidas.

A repercussão da notícia da candidatura de Henrique já pode ser uma primeira amostra do que ainda vem por aí. O presidente da Câmara, hábil articulador político, tentará manter a campanha eleitoral potiguar em banho-maria até meados de junho, quando ocorrerão as convenções. Por enquanto, é melhor evitar conflitos ou polêmicas, e esperar a receptividade ou não de seu projeto. A partir daí, é hora de definir estratégias e ir à luta. Porque, dificilmente Robinson Faria deixará essa eleição sair tão barata para o peemedebista quanto ele pensa.

DECISÃO TOMADA

A governadora Rosalba Ciarlini já decidiu. Lutará para ter Claudia Regina, de novo, candidata a prefeita em Mossoró, nas eleições suplementares do município. Agora, é saber da Justiça se a responsável pela anulação do pleito passado, pode se inscrever para concorrer em nova disputa. Caso positivo, a democrata voltará as ruas da cidade para enfrentar o prefeito em exercício, José Silveira Júnior, e a deputada estadual Larissa Rosado (PSB). A capital do Oeste vai pegar fogo.

PRÉVIAS

Em tempo: o pleito mossoroense será uma demonstração do que vem por aí nas eleições estaduais. Por lá, expectativa é que PMDB apoie Larisa Rosado e seu PSB, contra o DEM de Claudia e o PSD de José Silveira. Divisão que poderá ocorrer em outubro próximo.

GOLAÇO

Em silêncio e sem chamar a atenção, o secretário de esportes do município, Eduardo Machado, vem surpreendendo na nova função. É, de longe, um dos melhores titulares do cargo nos últimos anos, inclusive da gestão anterior do prefeito Carlos Eduardo. A realização de uma etapa do UFC em Natal foi um grande gol marcado pela atual administração. Divulgação da cidade para todo o mundo, sem contar a satisfação de ver o Ginásio Nélio Dias com lotação máxima.

BARÃO POTIGUAR

E Eduardo Machado quer mais. Internamente, o secretário tenta articular uma luta do campeão Renan Barão, que é potiguar, em solo natalense. Se conseguir, é uma conquista histórica para a cidade, que tem um de seus filhos entre os principais lutadores da principal competição de artes marciais do mundo.

APOIO PRESIDENCIAL

O recuo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao mudar de opinião e declarar apoio a abertura de uma CPI para investigar os escândalos da Petrobras, foi estratégico. Com o apoio do líder tucano, o PSDB corre atrás do pavio de pólvora que pode implodir o governo Dilma Rousseff. Há praticamente certeza de que tem gente grande do PT envolvido nas falcatruas com a maior estatal do país.

JÁ DEU

Por falar em Petrobras, o artigo do senador Aécio Neves publicado na Folha de São Paulo de hoje é um tiro certeiro no governo petista. A sequência de erros na administração da estatal está gerando grande insatisfação. E o presidente nacional do PSDB conclui o artigo de forma simples e certeira: “o PT já deu”.

CARIDOSA

E a onda de notícias negativas sobre a Petrobras não termina por aí. Hoje, a imprensa nacional mostra que a presidente Dilma Rousseff resolveu perdoar uma dívida bilionária da Venezuela e assumiu os custos de quase R$ 20 bilhões para construir a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Isso tudo, claro, com o dinheiro do povo brasileiro. Lamentável.

#COMBUSTÍVEL

Os motoristas de Natal podem se preparar, que vem um novo aumento da gasolina por aí. E a tendência é que os preços se aproximem de R$ 3,10, isso se não passar desse valor. Agora, há sempre a possibilidade daquela velha campanha #Combustívelmaisbaratojá retornar com força. Basta a população querer e se mobilizar.

GIRA MUNDO

Documentos inéditos da Petrobrás aos quais o jornal Estado de S. Paulo teve acesso mostram que a empresa brasileira abriu mão de penalidades que exigiriam da Venezuela o pagamento de uma dívida feita pelo Brasil para o projeto e o começo das obras na refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. O acordo “de camaradas”, segundo fontes da estatal, feito entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez deixou o Brasil com a missão de garantir, sozinho, investimentos de quase US$ 20 bilhões.

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