Caso você precise receber sangue, aplicativo avisará seus amigos

Criado por publicitários, o Positive Drop funciona como um banco de sangue ativado via rede social

Todo mundo é passível de precisar de sangue algum dia. As pessoas ouvem falar do aplicativo e logo nos dizem: Poxa, eu não posso doar, ao que respondemos: Não pode doar, mas pode precisar, alertam os publicitários. Foto: Divulgação
Todo mundo é passível de precisar de sangue algum dia. As pessoas ouvem falar do aplicativo e logo nos dizem: Poxa, eu não posso doar, ao que respondemos: Não pode doar, mas pode precisar, alertam os publicitários. Foto: Divulgação

A cada dois minutos, uma pessoa precisa de sangue no Brasil. São 30 por hora, 720 por dia. Mas apenas 2% dos brasileiros doam sangue regularmente. Como reverter este quadro? Depois de estudar a situação, os publicitários Natan Magalhães e Rafael Barreiros, ambos de 28 anos, encontraram um lado pouco explorado na situação “e com gigantesco potencial: os amigos das pessoas que estão precisando”. Juntos, eles lançaram, em fevereiro, o aplicativo Positive Drop que, com a ajuda do Facebook, avisa seus amigos que você está precisando de sangue e onde eles devem doar.

Para que isso aconteça, basta que você se cadastre no site com seu perfil do Facebook, confirme algumas informações e conte quem são seus amigos de confiança – aqueles que avisarão ao aplicativo, se algo acontecer a você. Desta forma, uma mensagem é postada automaticamente via seu perfil no Facebook, na sua própria linha do tempo, sendo visível para todos os seus amigos diretos. A mensagem dirá que você está precisando de ajuda e onde todos devem doar.

Criado com objetivos claros, o Positive Drop busca melhorar a comunicação entre aqueles que precisam de sangue e potenciais doadores, possibilitando uma forma de ajuda mais eficiente e também contribuindo para aumentar o número de doadores de sangue. “Todo mundo é passível de precisar de sangue algum dia. As pessoas ouvem falar do aplicativo e logo nos dizem: ‘Poxa, eu não posso doar’, ao que respondemos: ‘Não pode doar, mas pode precisar’”, alertam eles.

O projeto é financiado pelos dois amigos e conta com a parceria da Fundação Pró-Sangue, instituição pública vinculada à Secretária de Estado da Saúde. Embora tenha mais de três mil cadastros de pessoas de diversos países, o aplicativo ainda registra um número baixo de ativações, pois as chances de o usuário se cadastrar e precisar de ajuda em um espaço tão curto de tempo são pequenas.

Pequenos gestos fazem a diferença

A inspiração para o projeto veio quando os dois trabalhavam na mesma agência de publicidade. “Nós criávamos campanhas para aumentar o número de doadores de sangue com frequência. Víamos a situação crítica dos bancos de sangue no Brasil e ficávamos preocupados até com nós mesmos. Foi aí que encontramos a oportunidade de fazer algo maior, mais eficiente”, conta Magalhães.

“É impressionante como um projeto tão simples pode fazer tanta diferença”, relata o publicitário. “Quando as pessoas precisam de sangue, familiares comunicam seus próprios amigos, o que faz com que o processo seja lento e o número de doações não seja tão grande. Quando seus amigos diretos ficam sabendo, esse número aumenta muito em pouco tempo, uma vez que amigos não negam necessidades urgentes assim.”

Agora, os amigos têm se empenhado em projetos cujo intuito é ajudar outros países com situação igual ou pior do que a do Brasil e estudam uma maneira de potencializar a doação de órgãos.

Fonte: Terra

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