Central de Transplantes do RN investe em educação para aumentar doações

Em 2013, média de transplantes de órgãos do RN foi maior que a nacional

Até o mês de novembro foram realizados 54 transplantes de medula óssea, 49 de rim e 166 transplantes de córnea. Foto: Divulgação
Até o mês de novembro foram realizados 54 transplantes de medula óssea, 49 de rim e 166 transplantes de córnea. Foto: Divulgação

Carolina Souza
acw.souza@gmail.com

Em 2013 o Rio Grande do Norte voltou a realizar transplantes de fígado e um árduo trabalho de educação continuada vem sendo realizado desde então para aumentar o número de doadores de outros tipos de órgãos. Segundo Artenise Revoredo, coordenadora da Central de Transplantes do RN, o Estado apresentou uma média de 14,3 transplantes por mês até o último mês de setembro, enquanto que a média nacional foi de 13,7.  Para 2014, a meta é aumentar o número de transplantes conforme aumento do número de doadores.

“O nível de captação de órgãos no Brasil em 2013 não foi muito bom e por isso se fez necessário investir em ações de educação. Apesar de não termos conquistado um nível ideal de doadores, ficamos acima da média do país. Esse é um trabalho que não pode parar”, afirmou. “Estamos investindo no processo de conscientização da população e principalmente dos profissionais de saúde, já que são eles que fazem a notificação do número de óbitos, abrem protocolos de morte encefálica, permitindo assim possíveis novos processos de doações”.

Artenise conta que quando a família recebe a notícia da morte de um ente, apesar de ser um momento de muita dor, ela pode ajudar outras pessoas a continuarem a viver. “Ainda é difícil a população se dar conta de importância da doação. Porém, esse trabalho das notificações de óbitos que recebemos dos profissionais é importante porque nos dá condições de conhecer o histórico do paciente e chegar até a sua família. Nós conversamos com os familiares e apontamos a importância desse processo, já que é a família quem decide sobre doações”, destaca Artenise Revoredo.

Para o ano de 2014, a Central de Transplantes espera aumentar o número de doações através do investimento na educação continuada, direcionada aos profissionais das unidades hospitalares e à população em geral. “Percebemos claramente que a educação continuada reflete em um aumento no número de doações. No caso do transplante de fígado, que retornamos os trabalhos em setembro de 2013, a expectativa é de colhermos os frutos em 2014″, explica a coordenadora.

Até o mês de novembro foram realizados 54 transplantes de medula óssea, 49 de rim e 166 transplantes de córnea. A Central de Transplantes do Rio Grande do Norte é o órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) responsável por inscrever potenciais receptores, classificá-los e agrupá-los, de acordo com as medidas necessárias para facilitar a localização e a verificação de compatibilidade.

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