Centro de Valorização da Vida recebe média de 900 ligações mensais

CVV funciona com 22 voluntários e 11 estagiários, que se revezam 24h e recebem chamadas de todo o RN

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Um serviço voluntário e gratuito de apoio emocional, oferecido a todos que queiram ou necessitem desabafar suas tristezas e incertezas, ou alegrias e descobertas, é, muitas vezes, tudo que uma pessoa precisa em algum momento da sua vida. E, no Rio Grande do Norte, esse “ouvido amigo” é feito de forma voluntária pela organização não-governamental Centro de Valorização da Vida (CVV), que recebe uma média de 900 ligações por mês, há 32 anos.

Segundo a coordenadora do CVV/RN, Cristina de Souza, quando uma pessoa liga para o centro, ela é atendida por um voluntário que irá escutá-la, semelhante a um confidente, sem fazer nenhum tipo de julgamentos ou sugestões pessoais. Ele vai ouvir o que a pessoa tem a dizer e, sem opinar, tentar ajuda a pessoa que está do outro lado da linha a refletir sobre o que foi relatado.

“Essas ligações são feitas por homens e mulheres adolescentes, jovens, adultos e idosos, sem um perfil específico, que procuram o CVV para desabafar ou porque não têm ninguém que possa lhe ouvir ou não confiam em alguém para dividir um momento de tristeza ou dificuldade, que corresponde à maioria das ligações recebidas pelo centro”, disse.

Cristina explicou que o CVV funciona com 22 voluntários e 11 estagiários, que se revezam 24h, os sete dias da semana e recebem chamadas de vários cantos do Estado, através de dois números de telefones: 141 e 3221-4111. E, para atuar no centro, é preciso ter disponibilidade de tempo e vontade de ajudar o próximo, capacidade para ouvir e sensibilidade para ajudar a pessoa a refletir sobre o que foi dito, que, como uma confissão a um padre ou psicólogo, é mantido em sigilo absoluto.

“Qualquer pessoa pode ser voluntária no CVV, desde que tenha mais de 18 anos de idade, disponibilidade de tempo e interesse em ajudar. Mas antes é preciso fazer um curso de preparação e capacitação, que dura dez sábados e onde os interessados recebem aulas sobre vários itens, como filosofia e o ato de ouvir o próximo, para que possam fazer o estágio de dois meses exigidos para o cargo”, afirmou.

Voluntários relatam gratificação em ajudar o próximo

“Conheci o CVV há oito anos, após ler uma reportagem sobre a entidade. Me encantei com o serviço prestado por eles e fiz o curso de capacitação. De lá para cá, só tenho alegria e gratificação em poder ajudar pessoas em momentos de dificuldades e incertezas, porque muitas ligam dizendo que seremos as últimas a ouvi-las com vida, depois de algum tempo, desistem de desistir da vida. Já recebi cartas de pessoas agradecendo o fato de termos salvado suas vidas e isso é a melhor recompensa pelo nosso trabalho”, afirmou Cristina de Souza.

Quem também relata alegria por atuar no CVV é a estagiária Rosângela Sousa, que está há quatro semanas na entidade e pretende continuar após o término do estágio. Ela disse que conheceu o serviço depois que um amigo também participou do curso preparatório. “Sempre via a propaganda, mas nunca tive mais informações, até que um amigo me falou sobre o curso e fui lá. É um sentimento muito grande de satisfação, muito gratificante poder contribuir com o próximo”, explicou.

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