CEO da Fiat pede que consumidores não comprem carro elétrico da marca

Em evento em Washignton, Sergio Marchionne disse que a empresa perde US$ 14 mil a cada Fiat 500e vendido nos EUA

Foto: Divulgação
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Nesta semana, durante uma conferência em Washington, nos Estados Unidos, o CEO da Fiat Chrysler Sergio Marchionne pediu aos potenciais clientes que não comprem o Fiat 500e, a versão elétrica do famoso modelo da marca. Segundo a Reuters, o motivo é que a empresa está cansada de perder dinheiro.

Segundo o executivo, a Tesla Motors foi a única empresa a ganhar dinheiro com um modelo elétrico. E apenas porque o preço do Model S sedan era alto. Criticando as leis federais e estaduais dos EUA que obrigam as montadoras a construir carros elétricos, Marchionne disse que espera vender o mínimo possível de unidades do 500e.

“Eu espero que vocês não o comprem, porque cada venda me custa US$ 14 mil”, disse para a plateia do Brookings Institution sobre o 500e. “Eu sou honesto o suficiente para dizer isso.”

O Fiat 500 movido à gasolina custa em torno de US$ 17,300, incluindo a taxa de entrega, ao passo que a versão elétrica, o 500e, sai por US$ 32,650, sem as taxas norte-americanas. Segundo o CEO, os consumidores não estão dispostos a pagar mais do que isso e por isso o carro dá prejuízo para a Fiat. Até abril deste ano, a empresa vendeu 11.514 unidades do 500 nos EUA, 15% menos que no mesmo período do ano passado. A marca, no entanto, não revela os números do modelo elétrico.

A Chrysler entrou com pedido de falência em 2009, teve ajuda dos EUA, e logo foi adquirida pela italiana Fiat. A aquisição foi concluída no início deste ano. Mas se as exigências dos carros elétricos seguirem da forma que estão, a montadora pode pedir falência novamente na opinião do executivo. “Se nós construirmos apenas esses veículos, estaremos de volta… a Washington para um segundo resgate, porque nós vamos estar falidos”.

A lei de emissão zero da Califórnia e as exigências federais de eficiência energética para 2025 estão empurrando as fabricantes para os carros elétricos, mas Marchionne preferiria que o Departamento de Energia dos EUA simplesmente definisse metas e deixasse as montadoras alcançá-las a sua própria maneira.

O CEO afirmou ainda que para a empresa manter as vendas que tem hoje nos EUA até 2025 os veículos híbridos, que são movidos por motores a gasolina e elétrico, terão de compor mais da metade da venda, talvez chegando a três quartos das vendas. Os carros elétricos não estão saindo porque, aos olhos dos consumidores, ainda não são bons de dirigir e são vendidos a preços altos.

Fonte: IG

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