Cerca de 70% do orçamento anual da Sesap é gasto com pagamento de pessoal

Secretário foi prestar contas na Assembleia, mas nenhum deputado compareceu

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Com um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão, o Rio Grande do Norte é o segundo estado do Nordeste com maior aplicação de recursos próprios na área da saúde e o segundo no ranking nacional. No entanto, cerca de 70% desse montante é gasto apenas no pagamento de pessoal, conforme o secretário estadual Luiz Roberto Fonseca. Ele apresentaria, na manhã desta quarta-feira (04), o relatório das ações realizadas entre os meses de setembro a dezembro de 2013, aos deputados estaduais, que não compareceram à prestação de contas.

Segundo Luiz Roberto, os 30% que sobram do orçamento anual são usados em custeios gerais e investimentos na área, o que é insuficiente para se garantir as melhorias necessárias no Estado. Entre as soluções possíveis citadas por ele estão um plano de demissão voluntária dos servidores ou aumentar a arrecadação da área e tentar, junto ao Ministério da Saúde, como corrigir a distorção nos investimentos realizados pelo governo federal.

“A primeira não passa na nossa cabeça porque já trabalhamos com um déficit grande de pessoal, então a solução é arrecadar mais para a saúde. Agora, temos R$ 8 milhões que não estão sendo repassados todos os meses para o Estado, que fica sem poder oferecer serviços que os demais estados conseguem porque tem verba para isso”, explicou o secretário.

Entre algumas das melhorias conquistadas pela Sesap no ultimo quadrimestre de 2013 estão: a liberação de R$ 3,5 milhões para o custeio de leitos de UTI; outros R$ 1 milhão para compra de equipamentos para o Hemonorte; aumento do número de pessoas atendidas pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) de 26 mil para 33 mil e repasse de R$ 2 milhões, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para adequação do Laboratório Central (Lacen), visando a Copa do Mundo no Brasil.

Samu atende 69 municípios no RN

Outros benefícios foram a ampliação de 42% para 75% da cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atende hoje 69 municípios, com 25 bases descentralizadas. Segundo Luiz Roberto Fonseca, a meta é atingir 85% em cobertura populacional até o final deste ano.

Mais um destaque ficou por conta da ampliação das Redes de Atenção à Saúde, que possui cinco prioridades: Rede Cegonha, com a habilitação de leitos de retaguarda para obstetrícia, neonatologia e pediatria; Rede de Atenção Psicossocial, com a adesão ao plano “Crack, é possível vencer”; Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência, com investimento de R$ 4,5 milhões para assistência dos ostomizados; Rede de Atenção às Doenças e Condições Crônicas e a Rede de Urgência e Emergência.

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