Chacrinha via impressa – Alex Medeiros

Com Flávio Cavalcanti e Silvio Santos, o pernambucano José Abelardo Barbosa de Medeiros, interpretando o animador de auditórios, Chacrinha, formou…

Com Flávio Cavalcanti e Silvio Santos, o pernambucano José Abelardo Barbosa de Medeiros, interpretando o animador de auditórios, Chacrinha, formou e consagrou a santíssima trindade da TV brasileira, que foi feliz e inteligente durante seus reinados.

A televisão aberta que existe hoje confirma de certo modo (ou errado, para ser mais preciso) uma das frases que Chacrinha popularizou, “na televisão, nada se cria, tudo se copia”, numa paráfrase cabocla do cientista Lavoisier. As cópias hoje são grotescas.

Oriundo do meio rádio, iniciando timidamente na Rádio Clube de Pernambuco e depois nas emissoras cariocas Tupi e Fluminense, logo anexou o apelido, originário da gramática remota para confusão ou desordem, no programa “Rei Momo na Chacrinha”.

Quando Assis Chateuabriand inaugurou a primeira rede televisão, a partir da marca Tupi, nos anos 1950, em pouco tempo Chacrinha botou o pé e a verve na novidade com o programa “Rancho Alegre” e depois transportou pra lá o “Cassino” e a “Discoteca”.

Nas décadas de 1960 e 1970, ele foi o rei da brincadeira e da picardia, vetor da alegria do povo do Brasil, descobridor e estimulador de talentos. Comandou a massa e deu as ordens no terreiro, como cantou Gilberto Gil no clássico samba “Aquele Abraço”.

É de domínio público a revolução que o “velho guerreiro” fez na TV nacional e que reverberou na cena sócio-cultural, e até política (ou não, diria CaetanoVeloso). Mas, pouco se sabe que além do rádio e da televisão, ele também buzinou na mídia impressa.

A Folha de S. Paulo desta quarta-feira destaca uma matéria de Alexandre Pollara resgatando a passagem de Chacrinha pelas páginas do diário Notícias Populares, fato que no início dos anos 1970 ficou restrito ao conhecimento dos leitores sudestinos.

Em 2 de abril de 1971, ele foi à redação do jornal fechar o contrato de uma coluna diária e já no dia 8 estreava o “Jornal do Chacrinha”, contando da negociação feita com o todo poderoso do Grupo Folha, Octavio Frias de Oliveira, proprietário também do NP.

A reportagem da FSP, no entanto, deixa transparecer que aquela coluna fora a única incursão do velho palhaço no jornalismo impresso. E não foi. Afeito a fofocas, o painho das chacretes assinou uma coluna em 1972 na revista “Cartaz”, da editora Rio Gráfica.

Chamada de “A Buzina”, a coluna circulava em duas páginas com fotos, ilustrações e quase duas dezenas de notinhas sobre a cena cultural, com destaque para as novelas e fricotes das celebridades que freqüentavam o auditório dos seus programas de TV.

O editor de “Cartaz” era Luiz Mário Gazzaneo, o superintendente era Roberto Irineu Marinho. Contava com textos de colaboradores de peso, como Chico Anísio, o disc jóquei Big Boy, a atriz Joana Fomm e a jornalista e também atriz Hildegard Angel.

A coluna tinha um slogan longo e bem ao estilo do autor: “Edição nacional do jornal mais xororota do Brasil”. E tinha também faro para descobrir talentos, como quando publicou a foto da estudante Clai Patagioti, que se tornaria atriz alguns anos depois.

Também revelava bastidores das transações do mundo artístico, como na nota em que mostra a sétima cláusula do contrato que trouxe ao Brasil o cantor grego nascido no Egito, Demis Roussos, que logo faria sucesso com a trilha da novela Barba Azul.

Na tal cláusula dizia que o artista só viria participar do Festival Internacional da Canção (FIC) se aparecesse no programa “Discoteca do Chacrinha”, uma orientação do brasileiro Oscar Castro Neves quando encontrou-se com Roussos em Paris.

Naquele 1972, quase todas as edições da coluna “A Buzina” tinha nota sobre a grande festa do aniversário de 55 anos do “velho guerreiro”, onde estiveram grandes nomes da MPB e principalmente aqueles cujas carreiras foram catapultadas por ele. (AM)

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O que dirão os petistas sobre os R$ 42 milhões gastos para criar e veicular a nova logomarca dos Correios, mais uma estatal que já foi modelo de eficiência até chegar os anos Lula e Dilma? Com quaisquer cem mil reais da oposição fazem um barulho.

Fundo partidário

O atual presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, que já criticou a lei eleitoral, está recomendando que PT e PR tenham suspensas suas verbas partidárias por crime eleitoral, já que foram usadas para pagar advogados e “vaquinhas” dos mensaleiros.

É tua, Toffoli!

Vamos aguardar a atitude do novo presidente Dias Toffoli, que substituirá Marco Aurélio. Espera-se que os anos pregressos, como advogado sindical do PT e de Lula, e também a estreita amizade com Zé Dirceu não prejudique sua compreensão do fato.

PT com medo

O fantasma de Regina Duarte está inserido de novo na campanha dos petistas. O filme veiculado ontem, alegando o caos no Brasil se Dilma não vencer, é o retrato do medo do partido. Ora, como se houvesse possibilidade de um caos maior do que o de hoje.

De Fernando Rodrigues

“A presidente necessita estancar a erosão em sua popularidade e assegurar o núcleo duro de seu eleitorado, na faixa de 30% a 35%. Desse rebanho não pode fugir nem mais uma ovelha. Daí a escolha do tom quase de velório do comercial”. (na Folha)

É o fora Dilma

Na verdade, o medo do PT começou mesmo em 2012 quando o partido perdeu todas as capitais do Nordeste, região tida como grotão de Lula. Este ano, a coisa piorou: o PT está perdendo em grandes estados, como Minas, São Paulo, Rio, Bahia e Pernambuco.

Inflação

Não dá mais para esconder, como quer o governo Dilma. O dragão acordou e está pelas ruas, entre gôndolas de supermercados e carnês de água e luz. Os shoppings em todo o Brasil amargaram um dos piores dias das mães, com vendas bem abaixo do esperado.

Policiais

O deputado Ricardo Motta (PROS) deu uma grande notícia ontem no plenário da Assembleia Legislativa, de que o colégio de líderes dispensou a tramitação do PLC que dispõe sobre o Regime de Promoção dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros.

Esperança

Há muito que os soldados da PM e dos Bombeiros reivindicam uma paridade no regime de promoção com as Forças Armadas. Muitos jovens passam anos na Polícia sem subir de patente, ao contrário das três forças que oferecem boa carreira para os recrutas.

Singeleza

Uma moça com um bebê de 1 ano distribuiu um bilhetinho aos passageiros do voo Rio-Londres da British Airways, no Galeão, em nome do filho: “se em algum momento eu não ficar bem e incomodar você durante minha nova aventura, te peço desculpas”.

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