Ciclista belga pego no doping revela tentativa de suicídio após críticas

O ciclista belga garante que seu exame deu positivo devido alguma contaminação a partir de alimentos

Breyne teve divulgado exame positivo para a substância clenbuterol no último dia 18 de dezembro. Foto: Divulgação
Breyne teve divulgado exame positivo para a substância clenbuterol no último dia 18 de dezembro. Foto: Divulgação

O ciclista belga Jonathan Breyne afirmou em entrevista publicada nesta sexta-feira que os comentários feitos por internautas sobre suas condenação por doping, o levaram a tentar suicídio no mês passado.

“Os comentários desencadearam minha atitude. Não suportei que me tratassem como um mentiroso, o que não sou”, disse o atleta, que completará 23 anos amanhã, ao jornal francês “L’Équipe”.

Seis vezes campeão belga nas provas de pista e estrada, Breyne teve divulgado exame positivo para a substância clenbuterol no último dia 18 de dezembro. A prova havia sido realizada em 5 de novembro, durante a Volta do Lago Taihu, na China. A União Ciclista Internacional (UCI) o suspendeu por dois anos.

No dia seguinte, o atleta ingeriu grande quantidade de soníferos e avisou a mãe que iria se suicidar. E foi justamente a mãe de Breyne que o salvou, socorrendo-o e levando para o hospital.

“Me arrependo profundamente do que fiz, pela minha família, meus amigos, todos que me apóiam, mas a reações que li na internet seguem na minha cabeça. É difícil virar a página”, contou.

O ciclista belga garante que seu exame deu positivo devido alguma contaminação a partir de alimentos. Breyne lembrou na entrevista que na China é permitido o uso deste hormônio na criação de gado.

“No nosso roteiro estava escrito que a comida dos hotéis estava livre de clembuterol, mas nos davam pratos com comida após cada etapa, e não sei o que tinha na carne”, explicou o atleta belga ao “L’Équipe”.

Sem equipe, e obrigado a ressarcir seus ex-patrões, devido um acordo celebrado para manter o ciclismo limpo do doping, Breyne contará com ajuda dos pais para pagar um advogado que ajude a provar sua inocência.

“Tenho medo do que possa acontecer. Tenho que pensar no meu futuro. Tenho uma formação de pintor de interiores, de colocar de azulejos. Sei trabalhar com as mãos, mas prefiro ganhar a vida com minhas pernas”, concluiu Breyne.

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