Cidade da Criança fica pronta até julho, mas não há data de abertura ao público

Fundação José Augusto ainda espera finalizar escolha de prestadores de serviços para marcar data definitiva

 

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

Marcelo Lima

Repórter

Desde o período que foram iniciadas as obras da Cidade da Criança, muitas deixaram a infância e outras tantas nasceram. São seis anos de obras, adiamentos e promessas atravessando três governos. Agora, no último ano de gestão, o equipamento de lazer e convivência parece que vai se finalmente entregue à população.

Conforme o empresário Fabiano Moreira, da construtora Ramalho Moreira, é possível entregar a obra até o mês de julho, mas a data de abertura da Cidade da Criança fica a cargo do governo do Estado. A presidente da Fundação José Augusto (FJA), Isaura Rosado, afirmou que prefere não marcar uma data, pois ainda haverá processo de ocupação dos quiosques e outras estruturas.

Na manhã desta sexta-feira (20), no local, cerca de 60 trabalhadores da construtora Ramalho Moreira seguem engajados na finalização do serviço, que é realizado entre 7h e 17h. Restam praticamente apenas a instalação elétrica, pintura, calçada da entrada, plantação da grama e a limpeza. Muitos prédios já estão prontos. Praticamente metade dos espaços verdes já teve a grama plantada.

Na fachada, o letreiro com o nome colorido também está pronto, inclusive com a iluminação que estava ligada hoje pela manhã. Logo na entrada, há um novo prédio da administração com dois andares (térreo e superior). A Cidade da Criança também voltará a funcionar com a sua biblioteca, restaurante, quiosques, escola de iniciação artística, postos de segurança (para bombeiros e polícia militar), concha acústica, banheiros, pista de cooper e passeio de pedalinhos.

“Não marcamos a data porque vamos iniciar o processo de instalação dos espaços e isso só pode ser feito depois da entrega da obra”, declarou a presidente da FJA. Segundo ela, haverá a montagem da biblioteca infantil, a instalação do museu de brinquedos antigos “Casa de Vozinha” e do museu taxidérmico (com animais empalhados) com apoio da UFRN.

Os espaços como quiosques e restaurantes ainda não tem os ocupantes definidos. “Estamos abrindo processo seletivo para a sorveteria, o café bistrô, quiosques e pedalinhos”, acrescentou Isaura Rosado. Ela prefere não definir uma data para não se comprometer em caso de imprevistos.

Seis anos de obras

De acordo com a última medição oficial da SIN, a obra está 84,2 % concluída. Como essa verificação do andamento das obras foi feita há alguns dias, o trabalho já avançou um pouco mais. Conforme a Construtora Ramalho Moreira, a Cidade da Criança já está 90% pronta.

Com seis anos de obras, o processo de revitalização atravessou três governos e inumeráveis adiamentos de sua reinauguração: Wilma de Faria, Iberê Ferreira de Souza e Rosalba Ciarlini. Nesse meio tempo, duas empresas estiveram à frente da obra.

A primeira foi a M&K Comércio e Construções LTDA, que teve o contrato com o governo encerrado em 2012 e consumiu R$ 4.289.235,95 de dinheiro público pela parte da obra que foi realizada. Depois disso, a Construtora Ramalho Moreira foi a vencedora do processo licitatório e vai executar a outra parte da obra no valor de R$ 4.976.447, 42.

Conforme a presidente da FJA, a Lagoa Manoel Felipe, localizada no centro da Cidade da Criança, também passou intervenções. Segundo ela, a Prefeitura de Natal extinguiu as ligações clandestinas de esgotos para dentro da Lagoa. “Nas últimas chuvas, ela foi observada e se comportou normalmente, porque aquela lagoa recebe a água das chuvas do bairro. Podemos dizer que ela foi aprovada”, disse, se referindo também à eficiência no processo de drenagem.

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