Cigarro eletrônico é mais eficaz do que adesivo para parar de fumar, diz estudo

No Brasil, Anvisa proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico no país, por falta de comprovação científica da sua qualidade e de seus possíveis efeitos na saúde

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Fumantes que usam cigarros eletrônicos a fim de parar de fumar têm mais chances de se livrar do vício do que aqueles que usam apenas a força de vontade ou terapias de reposição de nicotina – como adesivos ou chicletes, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa, realizada no Reino Unido, analisou dados de 6 mil fumantes e constatou que um quinto deles conseguiu parar com a ajuda de cigarros eletrônicos.

O índice foi 60% maior do que o atingido por aqueles que não usaram os aparelhos, revelou o estudo.

A equipe da universidade College London, responsável pelo levantamento, afirmou que os cigarros eletrônicos podem ter um papel “cautelosamente positivo”.

O uso de cigarros eletrônicos cresceu nos últimos tempos. A organização Action on Smoking and Health (Ação sobre Fumo e Saúde) estima que mais de 2 milhões de pessoas usem o produto – o triplo do número de dois anos atrás. Metade dos fumantes ativos também experimentou o produto, comparado com 8% em 2010.

O cigarro eletrônico é uma engenhoca que substitui a combustão do tabaco e de outras substâncias pela queima de nicotina líquida, transformando-a em vapor. O usuário pode escolher o nível de concentração da substância e os ingredientes que quer misturar ao produto.

Mas o uso dos cigarros eletrônicos permanece controverso. O governo do País de Gales quer restringir seu uso em locais públicos.

No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico no país, por falta de comprovação científica da sua qualidade e de seus possíveis efeitos na saúde.

Apelo generalizado

O especialista Robert West – uma das maiores autoridades britânicas nessa área – diz que “cigarros eletrônicos podem melhorar substancialmente a saúde pública devido a seu apelo generalizado e aos grandes ganhos de saúde associados a parar de fumar”.

Mas ele também apontou que, apesar das descobertas, de longe o jeito mais efetivo de parar é usar os serviços do NHS (órgão equivalente britânico ao SUS brasileiro) para parar de fumar. Eles triplicariam as chances de parar de fumar se comparadas a serviços de reposição de nicotina sem ajuda de especialistas.

“Alguns especialistas em saúde pública expressaram a preocupação de que o uso generalizado dos cigarros eletrônicos poderia tornar o hábito de fumar novamente normal. Mas nós estamos seguindo o assunto de perto e não encontramos evidências disso.”

“As taxas de uso do cigarro na Inglaterra estão caindo, as taxas de pessoas que param de fumar estão subindo e o uso regular de cigarros eletrônicos entre pessoas que nunca fumaram é desprezível”.

Os cigarros eletrônicos não são fornecidos pelo serviço de saúde britânico, mas a agência de saúde estuda regularizá-los como remédios a partir de 2016.

West afirmou que é muito cedo para dizer se e quais cigarros eletrônicos poderiam ser disponibilizados, uma vez que é necessário fazer mais pesquisas sobre a segurança de seu uso em longo prazo. Porém ele diz que pelo que se descobriu até hoje, os vapores do cigarro eletrônico são menos nocivos que os do cigarro normal.

 

Fonte: iG

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