Cinegrafista ferido por bomba no Rio perdeu parte da orelha e está em coma

A confusão teve início quando alguns policiais tentaram retirar os manifestantes que pulavam as catracas do local com golpes de cassetetes

Momento em que cinegrafista é atingido no protesto. Foto:Divulgação
Momento em que cinegrafista é atingido no
protesto. Foto:Divulgação

O cinegrafista da “Band” que foi atingido por uma bomba enquanto filmava o protesto contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro na noite desta quinta-feira (6) está em coma, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde. Ele está internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, onde é submetido a cirurgia. A vítima perdeu parte da orelha e teve um afundamento de crânio.

A emissora pediu que o nome da vítima não seja divulgado. Ele foi atingido pelo artefato na Central do Brasil, durante um confronto entre policiais militares e manifestantes, e foi socorrido e levado para a unidade de saúde por PMs do Batalhão de Choque. Não se sabe quem lançou a bomba que atingiu o profissional.

A confusão teve início quando alguns policiais tentaram retirar os manifestantes que pulavam as catracas do local com golpes de cassetetes. Eles revidaram jogando pedras, e começou o confronto. Um repórter do UOL foi agredido enquanto estava parado no local. Quando os PMs se aproximaram, ele levantou as mãos e se identificou como jornalista, mas mesmo assim foi atingido com dois golpes nas pernas.

Um repórter da “GloboNews” e fotógrafos de agências de notícias também relataram agressões policiais. Procurada, a Polícia Militar afirmou ainda não ter posicionamento sobre os fatos referentes ao protesto, bem como balanço de feridos e presos na ação policial.

O confronto assustou os comerciantes locais, que fecharam as portas. A Polícia Militar usou bombas de efeito moral dentro da estação para conter o protesto. Com a confusão, muitas pessoas passaram mal e desmaiaram no local. Pelo menos um foi detido e levado algemado pela polícia.

Do lado de fora da Central do Brasil, há focos de incêndio. Os policiais destacados para o protesto atuam sem identificação. A corporação também não soube explicar se houve uma orientação específica a esse respeito.

http://youtu.be/9p2FAQVAODE

 

 

Fonte:Bol

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