Circuito Potiguar de Cultura Viva tem programação alternativa durante a Copa

A partir de amanhã (12), até o próximo dia 27, nativos e visitantes conhecerão parte da dança e do teatro potiguar

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Conrado Carlos

Editor de Cultura

Nem só de Fan Fest vive a programação cultural da Copa do Mundo. Se na Praia do Forte, uma invasão baiana será comandada por Olodum, Araketu e Margareth Menezes, ruas e alguns dos principais espaços artísticos da cidade ganharão cores com diversas manifestações com nomes locais. É o projeto Circuito Potiguar de Cultura Viva, promoção conjunta do Governo Federal com grupos de dança e teatro. A partir de amanhã (12), até o próximo dia 27, turistas e nativos terão uma vasta oferta de espetáculos e intervenções gratuitas.

Tanto o visitante como o morador da capital potiguar poderá participar de debates, oficinais, assistir shows e exposições montadas no Tecesol (Território de Educação, Cultura e Economia Solidária), em Neópolis, na Casa da Ribeira, no Espaço Gira Dança, no Ateliê Bar e Petiscaria, no Barracao Clowns e nas ruas Frei Miguelinho e do conjunto Pirangi. Guias e tradutores em inglês e espanhol facilitarão a vida dos estrangeiros, enquanto alguns espetáculos terão tradução em libras e audiodescrição, para pessoas com deficiência auditiva e visual.

Tudo de graça, ainda que a organização receba contribuições voluntárias de alimentos não perecíveis, a serem doados para o Instituto Juvino Barreto. “É uma forma muito legal que o poder público encontrou para vender a cultura local durante um evento com tanta visibilidade como a Copa do Mundo. Em 2006 eu estive na Alemanha e era impressionante a quantidade de atrações culturais espalhadas pelas sedes. Com o interesse que o gringo tem por nossa arte, tem tudo para ser um sucesso”, diz o paulista Antônio Mendes, ‘especialista’ em Natal, onde visita familiares.

Com a esposa e dois filhos adolescentes, ele verá dois jogos na Arena das Dunas (México x Camarões e Gana x Estados Unidos) e um em Recife (Itália x Costa Rica). A experiência no Mundial da Alemanha, oito anos atrás, mostrou a importância de eventos paralelos aos jogos. “O turista jovem quer folia, festa, bebida, paquerar, mas os mais velhos que veem com a família buscam conhecer o patrimônio histórico e cultural da sede. Os europeus principalmente. O jogo só gasta duas, três horas do dia dele. E o resto do dia, ele faz o quê? Vai à praia, visita um museu, um shopping, anda pelas ruas e procura o que tiver de graça para passar o tempo”.

12 de junho (quinta)

15h30 – Pau e Lata

17h – Jogo do Brasil

19h – Júlio Lima

20h30 – Antônio de Pádua

Local: TECESol (Rua Governador Valadares, Conjunto Pirangi)

 

13 de junho (sexta)

18h – Mostra Carlão Lima – Grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias

Local: Casa da Ribeira (Rua Frei Miguelinho, Ribeira)

20h – Sobre Todas as Coisas – Gira Dança

Local: Espaço Gira Dança (Rua Frei Miguelinho, Ribeira)

 

14 de junho (sábado)

18h – Rio Cor de Rosa – Cia do Teatro Alberto Maranhão

Local: Espaço Gira Dança

19h – Hamlet do Facetas – Grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias

Local: Rua Frei Miguelinho

20h – Alguém Que Não Eu Para Falar de Mim – Gira Dança

Local: Casa da Ribeira

21h – Yranh Barreto

Local: Ateliê Bar e Petiscaria (Av. Duque de Caxias, Ribeira)

 

15 de junho (domingo)

18h – Jacy – Grupo Carmin

Local: Casa da Ribeira

19h – A Cura – Gira Dança

Local: Rua Frei Miguelinho

20h – Cortejo com Zamberacatu

21h – Banda Arrelia

Local: Ateliê Bar e Petiscaria

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