Clássico quente
A manhã de domingo promete ser diferente para o torcedor potiguar, em especial, aqueles da capital. É dia de tirar a camisa do clube do coração do guarda-roupa mais cedo, regar o início da tarde a um belo almoço e pegar a estrada rumo àquele que promete ser um dos clássicos de resultado mais improvável dentre os últimos realizados entre América e ABC.
Pouco frequentado este ano e com uma média de público irrisória, o Estádio Nazarenão promete superar com apenas 90 minutos todos os números conquistados este ano no Estadual. O americano, embalado e presente em favor do sonho de ver sua invencibilidade ampliada para sete jogos, enquanto os abecedistas em ver sua equipe superar as dificuldades e bater o rival dentro da casa dele em favor da própria honra e dos objetivos no Primeiro Turno.
Numa partida como a deste domingo, apontar favoritos é tentar contar grãos de areia. Mais estável, dentro e fora de campo, o América é o candidato ideal ao posto, em especial, diante da situação financeira difícil pela qual passa o rival. Por outro lado, a motivação em vencer o clássico é sempre grande, principalmente, para servir como argumento aos jogadores para promoção de acertos financeiros que não vem no ABC há alguns meses.
O encontro entre os maiores rivais do futebol do estado está mais do que recheado de adjetivos e, principalmente, motivos para ser quente. O América vem de três vitórias consecutivas e pode encaminhar a vaga para a final, enquanto o ABC goleou o Corintians na última rodada de forma eficiente, mas enfrenta a imprevisibilidade de um grupo que está com meses de salários atrasados. Um jogo que promete ser surpreendente aos mais céticos e certamente inesquecível aqueles presentes no Nazarenão.
Nada normal
Sou contra a concentração antes das partidas, apesar de reconhecer que parte dos jogadores brasileiros ainda não tem a maturidade necessária para receber tal regalia. Contudo, tratar como normal a “greve de concentração” feita pelo elenco abecedista é incoerente, pois faz parte da programação normal do clube há anos. O argumento de atraso nos salários, faz algum sentido na recusa em concentrar, mas se o resultado não vier em campo, contra o América, o primeiro motivo apontado para um suposto insucesso será a falta de comprometimento dos atletas. Uma decisão que colocou o elenco entre a cruz e a espada.
Estrategista
Mistério ou despiste? O treino secreto do América tem rendido comentários e especulações de todos os gêneros, especialmente quanto à escalação. Há quem diga ter visto Cléo e Netinho treinando no time titular para o jogo, mas o técnico Roberto Fernandes negou e afirmou que o primeiro não deve jogar pelas próximas três semanas, enquanto o segundo ainda está em fase final de recuperação de um problema na mão. Só amanhã, as 16 horas, haverá uma resposta para a pergunta.
Na berlinda
O Potiguar foi punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RN) com a perda de um mando de campo, por infração ao artigo 213 do CBJD. Ainda pela fase preliminar do campeonato, contra o Corintians, um integrante da comissão técnica mossoroense invadiu o campo de jogo, depois de uma falta marcada e empurrou dois jogadores do Galo. A infração foi apontada pelo árbitro Caio Max após o final da partida. Cabe recurso.
Abriu porteira
O atacante João Paulo, ex-ABC, marcou seu primeiro gol com a camisa do Daejeon Citizen, seu novo novo clube na Coreia do Sul. O jogador abriu o placar sobre o Jeju United, mas o time adversário acabou empatando a partida. Apesar das duas derrotas nos primeiros duelos – respectivamente contra o segundo e terceiro colocado na K-League do ano passado – jogador garante estar animado com novo clube e espera fazer uma grande temporada. Boa sorte ao Furacão Potiguar.
Notícias Relacionadas

