Com 56 quilos a menos, André Marques revela: ‘Quase fiquei cego’

Apresentador, que se submeteu a uma gastroplastia em novembro, festeja perda de peso, recuperação da saúde e conta como é estar no ‘Superstar’

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Pensar em André Marques é pensar em alguém jovem e gaiato. Desde os tempos como Mocotó – seu primeiro personagem na TV, em ‘Malhação’ -, até sua performance à frente do “Vídeo show”, programa do qual participou por 12 anos. Mas logo após poucos minutos de papo, o apresentador de 34 anos revela que antes da gastroplastia – cirurgia de redução de estômago realizada em novembro passado – estava praticamente levando a vida de um ancião quando o assunto era sua saúde

Até então com 158kg, André não conseguia mais brincar com suas cachorras, pois ficava facilmente cansado, ofegante. Tinha problemas de circulação sanguínea, descobriu-se diabético e quase ficou cego.

“Foram vários sinais. Comecei a enxergar meio embaçado. Mas achei que o grau dos óculos tinha mudado. Fui fazer exame e o médico disse que não. Me mandou medir a glicemia. Estava em trezentos e pouco, o normal é 110. Isso estava afetando a visão. Vivia cansado, ofegante. Todo ‘f…’”, diz ele, rindo. Atualmente, André tem 102Kg e quer chegar aos 95kg – com humor e saúde realinhados.

No ar no reality show “Superstar”, da Rede Globo, André Marques contou ao EGO como foi perder tanto peso em tão pouco tempo, como está a vida depois da operação e qual a sensação de voltar ao ar mais magro.

Quantos quilos você já perdeu?

A última vez que me pesei foi um dia antes da entrevista para o Fantástico, no começo de março. Estava com 107kg, e já havia perdido 51 quilos. Mas parei de me pesar para não ficar ansioso. Toda dieta, quando vai chegando ao final, o metabolismo muda, fica mais lento. Mas acho que de lá para cá devo ter perdido mais uns cinco quilos.

Você temia alguma coisa nesse processo cirúrgico?

Meu maior medo era o de nunca mais poder comer certas coisas. Que as pessoas diziam que você era multilado, não poderia mais um monte de coisas. Ficava preocupado. O pós-operatório é chato. Meu maior medo era sentir fome e não poder comer. Mas eu não sentia fome, e quando vinha aquele copinho de café – até hoje eu não aguento nem ver mais um copo de café pela frente (risos) -, eu não queria comer, mas você não pode dizer não. Você é obrigado a beber. Comecei com 10 ml a cada 15 minutos, depois passei para 20, 30 ml. E só liquido: água e isotônico. Depois passei para caldo de legumes, mas só a água em que se cozinha os legumes. Em seguida veio a sopa, depois sólidos triturados. Vou te mandar a real? É foda! Muito chato. Mas suportável.

Qual foi sua reação diante da sua primeira refeição normal depois da operação?

Foi normal. Não dou mais tanta importância para comida. Você começa a não dar tanto valor. Antes, você quer comer mais por desejo do que por fome. Depois da cirurgia, as coisas começam a não cair tão bem. Daí, vai no automático. Você diz: não vou comer isso porque não vai cair tão bem. Agora, em vez de comer uma peça inteira de carne, como só um pedacinho.

Qual o alimento do qual não dá para abrir mão apesar da sua nova condição, com mais restrições?

Achei que vários alimentos fossem fazer parte desta lista. Mas até que não. Carne é uma coisa de que eu gosto muito. Tanto que tenho uma loja de carnes. No outro dia, trouxe um corte novo para casa para experimentar. Meu sócio comeu 80% e eu só 20. Antes, eu comeria 80% e ele 20. Mas carne é uma coisa que ainda não me cai muito bem. Mas não fico frustrado por não comer uma peça de picanha. Aliás, não é normal comer uma peça inteira de picanha.

Em uma entrevista, você brincou dizendo que não tem mais cabeça de gordo. Foram suas limitações que foram te educando?

Acho que foi meu corpo que educou a mente, sim. Mas você tem que ter boa vontade. Meu corpo foi me mostrando coisas, e eu fui me adaptando. Hoje, tenho uma personal chef, a Monique Gabiatti, que vem à minha casa para cozinhar só o que posso e gosto de comer. Fica prazeroso fazer dieta assim.

E o que você acha que faltou para o seu corpo te educar antes?

Antes ele aceitava tudo o que eu comia. Os sinais que ele mandava era: está gordo, está pesado, está cansado. Mas ia me enganando, achando que era cansaço do corre-corre da vida. Agora tenho limitações que me obrigam a me educar. E quem não se reeduca e não aprende, entra nos 30%, que mesmo operados, voltam a engordar. Tem gente que não pode comer mas toma uma lata de leite condensado, um litro de vodca, e volta engordar de novo.

Quando foi que tocou o seu alarme e você percebeu que não podia continuar como estava?

Foram vários sinais. Quase fiquei cego. Comecei a enxergar meio embaçado e era diabetes. Isso, aliás, foi bem tenso. Estava fazendo obra na minha loja e estava enxergando muito embaçado. Achei que o grau dos óculos tinha mudado. Fui fazer exame, o médico disse que não, e me mandou medir a glicemia. Estava em trezentos e pouco, o normal é 110. Vivia cansado, ofegante. Todo ‘f…’ (risos). Mas a coisa do cegar me assustou mais. Ficar cego não deve ser legal.

A decisão de operar passou por alguma exigência do trabalho?

Não, nenhuma. Quando operei, nem sabia que iria apresentar o “Superstar”. Nunca fui obrigado a nada nesse sentido.

E que tal encarar o programa novo com seu novo corpo?

Está sendo ótimo, e agora é ao vivo. Mas o ao vivo não me assusta. Não esperava voltar ao trabalho tão rápido, logo depois de operar. Queria deixar parar aparecer quando estivesse 100%, emagrecido tudo que eu quero. Em março faz 20 anos que estou na Globo, e praticamente 20 anos no ar. Mas é bom voltar logo. Ficar em casa é chato pra caramba. Além do mais, estou no ar com um bando de gente que já conheço, com música – que é uma coisa que eu gosto pra caramba. Não podia ser melhor. Aliás, assisti algumas bandas, e são sinistras. Gente boa à beça. Não tem amador.

Mais magro, aumentou o assédio? Está ouvindo mais cantada?

Os elogios aumentaram (risos). Mas são 90% de elogios e 10% dizendo que me preferia gordinho. Não dá para agradar todo mundo, né?

E a repercussão do seu novo físico na redes sociais?

É engraçado. Quando faço um post nas redes sociais, a maioria elogia. Mas tem sempre um ou outro pra dizer que ‘operando é mole’. Só que isso é uma ignorância. Obesidade é uma doença. Não operei para ficar magro. Operei para ter saúde. Ainda sou gordo. Se for olhar em uma escala, meu peso ainda está acima do recomendado. Se eu pudesse, teria operado há cinco, seis anos. Foi a melhor coisa que fiz por mim. Não queria ser uma pessoa frustrada. Imagine a frustração de um pai que quer jogar bola com o filho e está com a perna inchada por má circulação. Não tenho filhos, mas não conseguia mais brincar com minhas cachorras. Ficava cansado.

Você falou que o fato de ter feito lipoaspiração no passado ajudou porque agora, com a grande perda de peso, você não ficou tão flácido. Faria de novo?

É verdade. Dizem que quando você faz lipo, eu fiz três, você retira umas fibras gordurosas, e fica tudo esticadinho. E quando você emagrece muito não fica tão flácido. Mas se ficar também, opero de novo. Não tenho o menor problema com isso. Mas não é o caso. Já chega de cirurgias.

É um projeto malhar agora para ficar sarado?

Estou indo à academia porque chega um ponto do seu processo de emagrecimento que seu metabolismo fica mais lento. Aí tem que dar uma malhada para ajudar, mas é tudo bem devagar. Ando na esteira e faço uns exercícios de musculação. Mas nada muito radical.

E o guarda-roupa, surtou na hora de comprar roupas novas?

Surtei à beça. Já surtava antes, só que com bolsa e sapato, que eu coleciono. Mas fui para Miami e comprei um monte de coisa. Acontece que ainda estava no processo de emagrecimento. Já perdi 40% de tudo que comprei (risos).

 

Fonte: Ego

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